Política

ELEIÇÕES 2016

Como ficou a câmara municipal do Rio de Janeiro?

No quadro de vereadores que assumem agora (2017 – 2020) após o termino das eleições a câmara municipal no Rio de Janeiro, apresentam-se novos rostos em números alternados das 51 cadeiras.

Rodrigo Leon

@RodHeel

terça-feira 4 de outubro| Edição do dia

imagen: G1 Rio

Por ordem de quantidade de cadeiras ocupadas:

O PMDB, de 18 desce para 10 cadeiras, numero significativo de perdas para o partido da direita que estava com um projeto de privatização, demissões e sucateamento de anos no Rio de janeiro. As principais lutas da juventude e da classe trabalhadora ocorreram contra o governo PMDB (Pezão e Eduardo Paes), sendo elas: a greve de garis, greve da UERJ, greve de professores da rede estadual e as ocupações de escolas.

O PSOL passa de 4 para 6 vereadores, que ao disputar junto à figura de Marcelo Freixo as eleições desse ano, conseguiram ampliar suas cadeiras para dar suporte à disputa de Freixo para a prefeitura contra Crivella.

DEM vai cumprindo seu papel reacionário na história do Brasil. No Rio de Janeiro vai de 5 para 4 vereadores eleitos para um governo dos ricos. Cesar Maia (DEM) já teve seu tempo na prefeitura e teve um dos maiores índices de reprovação no final do mandato, e hoje, seu filho Rodrigo Maia é presidente da câmara de deputados representando o “mal menor”, eleito com votos do PT.

Com exceção da figura de Carlos Bolsonaro, que tem em seus votos a representação da extrema direita para o PSC, o PRB, PTB e PSDB (de Pedro Paulo agressor de mulher) tiveram 3 candidatos eleitos cada partido.

O PT, além de não obter uma votação expressiva com Jandira Feghali como Prefeita no RJ, e nem em SP, perde com seu programa politico de acordo com os patrões 2 vereadores, ficando ainda assim, com 2 cadeiras.

PP, SD, PDT, PHS, PSD e PMN conseguiram 2 cadeiras cada. PEN, PROS, PTN, PTdoB e NOVO conseguiram apenas um cadeira.

O resultado da nova composição da câmara expressa a tendência de crise do regime político, em que os partidos mais tradicionais da ordem sofrem um maior desgaste, como podemos ver com a diminuição do espaço de PT e PSDB. Figuras que surgem tentando apresentar uma cara nova para uma política velha, como o NOVO ou partidos pequenos da direita, conseguem cavar um espaço maior pois têm mais margem para procurar se dissociar da cara mais conhecida desse regime apodrecido.

Uma polarização social maior começa a se expressar mais, o que podemos ver principalmente a partir da expressiva votação de Carlos Bolsonaro, sendo o vereador mais bem votado do Rio. Bolsonaro expressa pela direita o descontentamento com o regime, procurando apresentar como saída um discurso fascista de defesa da ditadura militar, de ataque aberto contra qualquer tipo de direito democrático e contra os trabalhadores e à esquerda. Por outro lado, tanto a ida de Freixo para o segundo turno como o crescimento da bancada do PSOL em 50%, passando de 4 a 6 vereadores, expressa pela esquerda o descontentamento com o regime tal qual ele é. Ainda que os vereadores do PSOL não apresentem um discurso de enfrentamento direto com o regime, eles aparecem como a alternativa mais à esquerda para combater a política de figuras carcomidas e reacionárias como os Bolsonaro e Crivella.




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