Juventude

#UmaVozAnticapitalista nas eleições

Comitê anticapitalista na USP? SIM, vem com a gente!

A juventude que ocupou as ruas, as escolas e universidades, agora vai também ocupar a política. Para arrancar todos os nossos direitos, é preciso lutar contra o sistema capitalista que transforma os nossos direitos, nossas vidas e nossos corpos em mercadorias. Essa batalha se dá nas lutas, mas também nas eleições. Queremos te dizer o porque, e chamar todos os jovens da Zona Oeste a conformarem conosco comitês anticapitalistas na USP!

quinta-feira 4 de agosto| Edição do dia

Porque ocupar a política com uma campanha anticapitalista?

Após o lançamento da pré-campanha da Diana Assunção, uma candidata anticapitalista e das lutas, que ocorreu no último sábado 30, uma ideia ficou clara em nossas mentes: decidir entrar em campanha eleitoral é perfurar o terreno do inimigo, dos patrões e dos ricos que mandam e desmandam no país e nos processos eleitorais. E para nós é preciso lutar também neste terreno.

Muitas vezes nós que somos jovens resolvemos “boicotar” o processo eleitoral e não votar em ninguém, afinal, “são todos iguais e não vai mudar nada independente de quem ganhe”. É aí que caímos numa armadilha, e acabamos fazendo o jogo da burguesia, pra quem o melhor jovem é aquele que se abstém da política. Porque aí o terreno fica livre para que se expressem apenas as vozes dos corruptos e empresários para toda a população.

O nosso terreno de conquistas é nas lutas, nas ruas, mas sabemos que cada vitória que conquistamos de uma mão dos governantes é retirada com a outra na primeira oportunidade. Como o aumento das tarifas que barramos em Junho, mas que aumentou e continua aumentando todos os anos, ou a reorganização escolar, que barramos com a luta e agora está acontecendo por baixo dos panos. E assim vai continuar sendo enquanto vivermos em um sistema que gira em torno dos lucros dos empresários e da corrupção. Acreditamos que apenas teremos uma vida digna derrubando com a luta o conjunto do sistema capitalista, e não elegendo parlamentares.

Porém, muita gente ainda acredita, mesmo nessa enorme crise, que o capitalismo pode dar certo e confia, assiste e participa das eleições. Hoje o pais vive em meio a estabilidade relativa após o golpe institucional que sequestrou a vontade de milhões de pessoas, e a paralisia que o PT e as centrais sindicais e estudantis que dirigem não fizeram nada para combater efetivamente, preferindo apelar para os acordões parlamentares, ao invés de travar uma luta séria contra o golpe. E por isso, ao mesmo tempo em que nos organizamos nas escolas, universidades e trabalhos pra lutar pelos nosso direitos, queremos usar as campanhas eleitorais e os cargos no parlamento para denunciar a farsa da “democracia”, que permite que um judiciário golpista composto por juízes cheios de privilégios e que nem sequer foram eleitos arbitrem sobre o futuro do país, num suposto combate a corrupção, que na prática não se efetiva e pelo contrário só gera lucro para Moro e companhia. Desmascarar os empresários e corruptos, e apresentar pra toda a população a partir de cada dificuldade que sentimos na vida que é preciso lutar contra o capitalismo, que nunca vai poder atender plenamente todos os nossos direitos. Queremos ocupar a política pra fazer ecoar para milhares nossa voz anticapitalista!

Como responder aos problemas da nossa vida de forma anticapitalista?

Na educação, salvo exceções, a regra é: quem estudou na escola publica vai pro ensino superior privado e quem estudou na escola privada, entra nas melhores universidades (públicas). Isso, claro, pra metade dos jovens brasileiros que se formam no Ensino Médio, já que a outra metade sequer tem esse direito.

As ideias anticapitalistas questionam a educação de mercado, pois enquanto esta estiver com o objetivo de gerar lucro para poucos, nunca vai garantir ensino básico de qualidade, pro pobre, preto e periférico nas universidades publicas e conhecimento voltado aos interesses e problemas da classe trabalhadora. Tem tubarão de ensino (como os empresários de um dos maiores conglomerados do mundo de universidades Kroton-Anhanguera) que além de receber mensalidade de seus alunos, tem suas ações na bolsa de valores (pra gerar mais dinheiro ainda pra acionistas), recebe juros de programas como Fies, isenção de impostos ou diretamente a compra de vagas ociosas pelo governo (PROUNI), pra depois a estudantada nem conseguir bolsa integral, dando, no montante, mais dinheiro ainda do que a própria mensalidade daria pra esses empresários. Nem vamos entrar no mérito da qualidade do ensino não ser lá aquelas coisas... Se toda universidade paga fosse estatizada sob controle dos que estudam e trabalham, imporíamos fim ao filtro social e racial que é o vestibular (como aconteceu na Argentina) e garantiríamos que todo jovem que quer cursar universidade tivesse esse direito gratuitamente. E também garantiríamos que a produção do conhecimento não estaria voltada para o lucro, produzindo sobre como acabar com as enchentes, vacinas para doença tropicais e não cosméticos e tênis pra Nike.

Ser anticapitalista também é defender que todos devem ter direito à cidade para trabalhar, estudar, ir a espaços culturais e de lazer. O passe livre estudantil (negociado as escondidas pela UNE) tá longe de ser isso, são algumas poucas passagens pra ir e voltar da escola. Mas e o lazer? Somente com a estatização do transporte publico sob controle dos trabalhadores que sabem muito melhor pra onde deve ir o dinheiro, e da população que utiliza e sabe mais do que ninguém quais as melhores linhas e trajetos, podemos tirá-lo das mãos de empresários mafiosos e do crime organizado, e ter um serviço que realmente atenda nossas necessidades e seja totalmente gratuito.

É necessário que a juventude tenha o direito à vida e não morra pelas mãos da policia, cães de guarda do Estado assassino. A desculpa preferida pra matar preto e pobre nas quebradas é a "guerra às drogas". Nessa guerra que não é nossa só quem perde é a gente que, além de tudo, não tem direito ao nosso corpo e ao usufruto de substancias psicoativas e todas experiencias que estas possibilitam, além de seus usos medicinais. O trafico é muito lucrativo, não pro aviãozinho (que é na verdade o testa de ferro atacado pela bala e pelo moralismo proibicionista), mas pro colarinho branco, pros traficantes grandes por traz dos moleques de 11 anos. Se a produção e distribuição das drogas estivesse legalizada pelo estado estado e sob o julgo dos usuários e trabalhadores, não teríamos tantos presos arbitrariamente e mortos por “trafico”, nem o terrorismo nos morros sob o pretexto de “combate ao trafico”, teríamos certeza da qualidade das substancias, etc. E impediríamos ainda que se formem grandes monopólios empresariais sobre este setor, essa é a forma anticapitalista que nós respondemos a questão das drogas e do genocídio.

Por fim, não é novidade que os setores mais vulneráveis na sociedade capitalista são as mulheres e as LGBT’s. Lutamos pelo direito ao nosso corpo, à nossa vida e de milhares de mulheres todos os anos mortas devido a clandestinidade do aborto quando levantamos a bandeira de Educação Sexual para Decidir, Contraceptivos pra não Engravidar e Legalização e Gratuidade do Aborto pra não Morrer. Lutamos pela liberdade de construir os nossos gêneros, queremos igualdade nas leis para as LGBT’s, mas principalmente perante à vida, para que mais nenhuma LGBT seja assassinada nesse Brasil que é campeão de mortes. O capitalismo e toda a sua moral de igreja conservadora jamais vai oferecer respeito e uma vida plenamente livre a nós, por isso somos anticapitalistas. Essas são apenas algumas ideias de como a luta anticapitalista toca cada ponto de nossas vidas, e em cada reunião dos comitês vamos buscar aprofundar o debate sobre esses e todos os outros temas que nos angustiam todos os dias.

Um comitê de idéias e disposição pra romper a mordaça do sistema eleitoral

Para que apenas as idéias dos partidos tradicionais dos empresários e corruptos sejam ouvidas pela população, apenas a estes são oferecidos tempo de televisão, rádio e espaço nos jornais. Para quase todos os que buscam se organizar nas eleições à esquerda, é preciso contar apenas com as mídias sociais e com as ideias criativas que podemos ter de como fazer para que nossas vozes se multipliquem no imenso auditório de jovens, trabalhadores e oprimidos abertos a ouvir as ideias anticapitalistas.

Contamos com a imensa força que pode ter a nossa capacidade e disposição militante, e a força de nossas idéias apaixonantes, coisas que nenhum político burguês jamais poderá contar. Somos capazes de pensar em vídeos, memes, saraus, intervenções artísticas, panfletagens entre outras dezenas de grandes iniciativas pra uma campanha como essa, que diz com todas as letras que batalhamos por um mundo que valha a pena ser vivido, que batalhamos para por abaixo o capitalismo. Apenas assim uma campanha como esta pode ser possível de romper a mordaça imposta aos lutadores neste sistema eleitoral.
Para organizar essa força e todas essas vozes em ações, estamos chamando a conformação de um Comitê Anticapitalista na USP. Nessas reuniões você e seus colegas que acreditam nessa luta, e não querem estar por fora desse momento político dinâmico e intenso, podem trazer todas as suas propostas e ideias para nos organizarmos e torná-las realidade juntos.

Sabemos que somos muitas vozes anticapitalistas nessa universidade e na zona oeste, fruto das experiências em greves estudantis, luta de secundaristas, de aliança profunda com os trabalhadores, e convocamos todos aqueles que querem fortalecer a campanha anticapitalista da Diana Assunção, trabalhadora da USP e lutadora, a participar desse Comitê Antcapitalista para que cada um, com suas diferentes potencialidades, possa compor com seu grito uma forte voz anticapitalista em nossa região.

Reuniões

FFLCH USP
onde?____ Predio da Letras
quando?_____ 5f - 13h e 18h

FEUSP
onde?____ Bloco B
quando?_____ 3f - 18h

Confirme sua presença no evento do facebook: https://www.facebook.com/events/1757446261169919/

Outras unidades a confirmar. Quer organizar no seu curso? Entre em contato pelo telefone 11 – 9 8203-3983 (Jéssica) / 11 - 9 5849-8207 (Mariana)




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