Mundo Operário

CONSTRUÇÃO 30J

Comitê Regional ABCD aprova chamado de Comitês de base nos locais de trabalho e estudo

No último domingo (11), reuniu-se em SBC o Comitê ABCD contra as reformas, onde diversas organização de esquerda compõem. Nós do MRT junto a uma delegação de estudantes, professores, representantes de centros acadêmicos, diretórios acadêmicos e do Coletivo LGBT Prisma, participamos.

terça-feira 13 de junho| Edição do dia

Fomos a esta reunião para debater um balanço da construção do 28A, e as lições que podemos tirar do papel dos comitês, que senão organizam centenas de estudantes e trabalhadores em seus locais de trabalho, não são capazes de fazer com que a greve geral seja tomada pelas nossas mãos e aumentar e organizar nossas forças para lutar contra as reformas e o governo Temer golpista. Veja as declarações abaixo da nossa participação:


Ana Paula – Professora da rede pública estadual de São Paulo.

Estamos vivendo um momento impar no país, uma das crises políticas e econômicas mais profundas da história recente. É fundamental propromos uma saída por fora do regime, que vá muito além de simplesmente exigir novas eleições, sejam elas para presidente ou para todos os cargos. Precisamos de uma eleição para uma Constituinte Livre e Soberana que seja uma consequência da luta auto-organizada por comitês de centenas de estudantes e trabalhadores para decidir os rumos do país. Para isso, na reunião colocamos a necessidade da esquerda exigir das centrais sindicais que convoquem assembleias e comitês onde são direções do sindicatos para que o 30J seja muito maior do que o 28A. Não podemos confiar que a CUT, CTB, UGT e Força Sindical vão fazer algo de diferente do que fizeram no 15M, 31M, na ida a Brasília no 24M, onde demonstraram que não queriam colocar todas as suas forças para derrotar as reformas e Temer. Por isso achamos que foi um passo muito importante termos aprovado que se impulsionem comitês de base nas estruturas para fortalecer a nossa organização democrática".


Eduardo Luiz – Professor da rede pública estadual em Santo André e Conselheiro Regional Suplente pela Chapa 3, nas eleições regionais da subsede APEOESP Santo André.

No último dia 24 vimos à traição que a burocracia quer impor aos trabalhadores. Eu como professor e militante do Professores pela Base, apesar da insistência no adiamento das eleições sindicais para a APEOESP, vi que a direção do meu sindicato ao invés de organizar centenas de milhares para lutar em Brasília, garantiu as eleições e impediu que nós estivéssemos todos, junto às demais categorias, lutando para barrar as reformas, e que agora com um chamado de greve para o dia 30/06, data em que já estaremos em férias, nos deixará de fora de uma ação organizada, coisa que poderíamos desde os comitês de base organizar para não ficarmos a mercê do corpo mole das direções que estão a frente do nosso sindicato. Por isso, saímos do Comitê chamando os companheiros do Renovar pela Luta que infelizmente não estavam nesta reunião para que organizemos juntos comitês nas escolas para mostrar uma verdadeira alternativa independente para os trabalhadores tomarem em suas mãos a greve geral


Rafael Magrão – Estudante da Fundação Santo André e membro do Diretório Acadêmico da FAFIL

Na Fundação Santo André, desde a Gestão Lute no Diretório Acadêmico Honestino Guimarães, estamos batalhando para que os estudantes tomem em suas mãos o futuro do país. Para isso, achamos que toda a gestão da nossa entidade precisa estar voltada com todas as suas forças para construir comitês que possam relacionar a nossa luta contra o fechamento e a precarização da universidade a luta contra as reformas. Para nós, é uma certeza que a UNE (União Nacional dos Estudantes) vai novamente priorizar seu Congresso do que a luta de classes. Tem sido assim, onde os companheiros da UNE que concorreram as eleições do ano passado, nunca apareceram para fortalecer a luta dos estudantes quando precisamos. Mas não podemos deixar, por conta da direção da entidade, que nossa luta seja secundarizada. Exigimos da UNE que organize os estudantes nas universidades onde está nas entidades estudantis e que possa ajudar financeiramente na produção de materiais e cartazes para fazermos um 30J histórico da aliança entre a juventude e os trabalhadores".


Raí Neres – Estudante da Universidade Federal do ABC, e militante do Coletivo Prisma

Nós não podemos ficar a mercê da vontade das burocracias, que demoram em organizar um calendário de luta efetivo, pois esperam fechar acordos por cima, que certamente não atendem aos nossos interesses. Desde o Coletivo Prisma, e do comitê da UFABC, nós estamos organizando nossa ida à parada LGBT deste ano, para conformar um bloco Pela Greve Geral. Estendemos o chamado ao Comitê ABC contra as reformas e pela greve geral e a todos os LGBT da região, para se incorporar também a essa iniciativa. Nós LGBT não podemos ficar alheios ao que acontece em nosso país. Precisamos tomar a luta em nossas mãos se queremos que nossas demandas sejam parte da luta contra as reformas e contra este governo. Vamos para as ruas colocar nossas demandas e lutar para construir uma Greve Geral onde os setores LGBT sejam linha de frente contra as reformas e Temer”.


Marcio Pasqual – Estudante do Serviço Social da FAPSS e membro do Centro Acadêmico de Serviço Social

Sou estudante de Serviço Social da FAPSS, estive presente na marcha à Brasília, e lá pude ver com meus próprios olhos a força que temos quando decidimos lutar em defesa de nossos direitos, mas também pude ver como as burocracias usam os palanques com suas falas elaboradas, mas nos deixaram sozinhos quando começou a repressão. Não podemos ter ilusões nesses setores! Nós estudantes de Serviço Social estamos organizando um importante encontro que reunirá estudantes de todo estado, nesse mês, na qual, dentre outras questões, queremos debater com todos que ali estiverem a necessidade de impulsionarem comitês auto-organizados de base, em suas universidades, pois trata-se de um ataque ao conjunto da população trabalhadora e pobre, e por isso achamos que a saída para essa crise política deve ser dada por nós, e não por aqueles que estão mais preocupados com seus lucros. Não trabalharemos até morrer! Não nascemos somente para trabalhar! Que os capitalistas paguem pela crise”.




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