TRIBUNA ABERTA

Comemoração do cidadão de bem no meretrício demonstra, mais uma vez, a farsa da justiça burguesa

Desmoralização da "justiça" burguesa: Lupanar é o local 'sagrado' para sentenças antijurídicas.

segunda-feira 9 de abril| Edição do dia

Imagens de Sérgio Moro e Carmen Lúcia adornaram as paredes na festa do rufião proprietário do Bahamas, que comemorava a prisão de Lula. Convidados, os “cidadãos de bem” esbaldaram-se no treme-treme.

O nazista-“cristão” — esse ser que se enrola na bandeira do Brasil para festejar a entrega do patrimônio nacional às multinacionais; essa criatura que afirma defender a honra e a família, enquanto escoiceia os humildes; essa espécie que sonega impostos e maltrata e humilha seus empregados; essa casta que se alimenta de ódio e violência contra os direitos básicos dos mais pobres —refastelou-se no bordel, seu ambiente natural.

Não poderia ser mais emblemático o local de adoração da “justiça” burguesa e de seus heróis.

No momento em que trabalhadores/as perdem direitos, empregos e garantias básicas — em decorrência do golpe de Estado perpetrado pelos bandidos capitaneados por Eduardo Cunha, Temer, Aécio e outros canalhas —, o patriota do estrangeiro vai à missa na zona.

Retornando para suas casas rodeadas de livros sagrados, crucifixos e santinhos, a malta nazista-“cristã” volta a vestir a capa da hipocrisia e vomitar nas redes sociais “a defesa da família tradicional” e sua “inconformidade com pobres petulantes que adentram espaços reservados aos cidadãos de bens (aeroportos, universidades, shopping-centers e todo e qualquer espaço exclusivo às ‘boas famílias’)”.

A festa no indigitado lupanar demonstrou serventia adicional: as decisões da “justiça” burguesa encontraram o espaço ideal para serem despachadas as sentenças inconstitucionais, sem provas e antijurídicas (nas quais a prática de lawfare é amplamente tolerada e aplaudida).

As molduras estão prontas e aguardam as imagens dos demais heróis que abonaram o assalto ao poder da corja golpista de 2016.

Nazista-"cristão" respeitando a família.




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