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LUTA CONTRA RACISMO

Começa os 21 dias de ativismo contra o racismo

quarta-feira 4 de março| Edição do dia

No último domingo (1), iniciou a programação dos 21 dias de ativismo contra o racismo, com a inauguração da casa Marielle Franco e que se estenderá por todo mesmo de março com uma programação com shows, marchas, mesas de debates, rodas de conversa em todo estado do Rio de Janeiro, mas também em outros estados e países. Iniciativas como essas são muito importantes, pois trazem à tona debates muitos caros à comunidade negra, como a identidade negra, cultura negra, religiões de matriz africana, o assassinato de Marielle Franco, orgulho racial, educação e a questão negra, o extermínio e encarceramento da juventude negra, a repressão policial, cotas raciais, ancestralidade africana, entre tantos outros.

A campanha dos 21 dias de ativismo contra o racismo ocorre no mês de março em memória da luta dos negros e negras da África do sul que se levantavam contra o Apartheid e a lei do Passe livre no dia 21 de março de 1960 em Joanesburgo que foram covardemente reprimidos, deixando 69 assassinatos e 180 feridos pelo regime de segregação racial sul-africano no episódio que ficou conhecido como “Massacre de Shaperville”.

É muito importante não apenas lembrar da luta do nosso povo internacionalmente, como a luta contra o Apartheid na África do Sul, que assim como tantos outros negros e negras se levantaram contra o racismo e o capitalismo, mas também termos uma data onde durante 21 dias debatemos políticas antiracista e debates tão centrais ao povo negro e aos trabalhadores como o assassinato de Marielle Franco, a violência policial e os ataques às religiões de matriz africana.

Desde a eleição de Bolsonaro juntamente com Witzel e Crivella que são inimigos declarados dos negros, os trabalhadores cariocas vem sofrendo ataques profundos, não são as condições de vida e aos direitos, mas sobretudo, a própria vida, o número crescente de assassinatos da polícia nas favelas são provas disso e que ficou ainda mais escancarado com o assassinato da pequena Agatha. Por isso iniciativas que fortaleçam a luta antiracistas como a dos 21 dias de ativismo contra o racismo são importantes, para mostrar para Bolsonaro e seus aliados que o povo negro em conjunto com os trabalhadores têm o potencial para barrar seus ataques e essa ofensiva contra a vida dos negros.

Os 21 dias de ativismo contra o racismo compôs uma programação que publicamos aqui , que tem datas importantes como a aula pública na Pequena África no dia 08 Marcha das Mulheres 09/03, o Festival Marielle no dia 14, a Marcha 21 Dias - caminhada antiracista pela Pequena África no dia 21. Convidamos todos e todas a participarem da luta antiracista nessas datas.




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