Política

FORÇAS ARMADAS

Comandante da Aeronáutica dá corda à revoltante chantagem do Exercito, enquanto pede "calma"

quarta-feira 4 de abril| Edição do dia

Foto: FAB

Seguindo as absurdas declarações do general Villas Boas em sua chantagem pública do STF, o comandante máximo da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato ergueu novas ameaças. Para fingir que não está avançando nas ameaças faz breves menções a calma em meio a uma escalada na chantagem e autoritarismo.

Para o comandante “serão testados valores que nos são muito caros, como a democracia e a integridade de nossas instituições”. A democracia será testada por quem? A renovada chantagem já viraliza nas redes sociais.

Em comum com a nota do comandante do conjunto das Forças Armadas, Villas Boas, o mais alto escalão da Aeronáutica também faz um apelo ao papel das Forças Armadas diretamente em interlocução ao povo, tendo se colocar crescentemente como árbitro político. Enquanto Villas Boas afirmou "resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País", Nivaldo Rossato diz "Seremos sempre um extremo recurso não apenas para a guarda da nossa soberania, como também para mantermos a paz entre irmãos que somos".

O comandante de uma das armas do Estado burguês diz com todas as letras que eles são um recurso para arbitrar, intervir, entre a população.

Continuando o tom de ameaças e chantagem de Villas Boas, o tenente-brigadeiro afirma estar confiante que as instituições façam seu papel: “Os poderes constituídos sabem de suas responsabilidades perante a nação e devemos acreditar neles”.

E depois de instaurada a chantagem, a ameaça à democracia, e colocar as Forças Armadas como tendo um papel de intervir no país afirma uma suposta calma e respeito institucional: “Nestes dias críticos para o país, nosso povo está polarizado, influenciado por diversos fatores. Por isso é muito importante que todos nós, militares da ativa ou da reserva, integrantes das Forças Armadas, sigamos fielmente à Constituição, sem nos empolgarmos a ponto de colocar nossas convicções pessoais acima daquelas das instituições”, escreveu o brigadeiro.

Apesar das públicas chantagens, das ações da mídia e da ala Lava Jato do judiciário, e até mesmo de um atentado contra a Caravana de Lula, o PT se recusa a organizar atos massivos, colocar a luta de classes para derrotar os golpistas. Como opina André Augusto, em matéria publicada hoje "Para combater essa prepotência judiciária, chantagens do Exército para fortalecer o judiciário, não há melhor método que a luta de classes dos trabalhadores: que cada fábrica, cada local de trabalho e estudo, cada escola tenha reuniões de base e assembleias democráticas onde os trabalhadores possam assumir em suas mãos a luta contra a condenação arbitrária de Lula e pelo direito do povo decidir em quem votar, contra o atentado da extrema-direita, por justiça para Marielle e contra todos os ajustes do governo golpista."




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