Mundo Operário

LUTA DOS RODOVIÁRIOS EM PORTO ALEGRE

Com uma semana de vigília, luta dos trabalhadores da Carris impõe recuo a Marchezan

domingo 22 de outubro| Edição do dia

Os trabalhadores da Carris na assembleia do dia 7 de outubro entraram em "estado de greve", com medidas de mobilização frente aos ataques do prefeito Nelson Marchezan para atacar a empresa e preparar o terreno para sua privatização.

Com mais de 500 trabalhadores em assembleia, deliberaram por uma vigília permanente na porta da empresa, que completa uma semana. Panfletagens foram organizadas nos terminais e pontos finais das linhas. Assim, os trabalhadores conseguiram obrigar Marchezan a um recuo parcial em seus ataques.

De acordo com os trabalhadores, dezenas de frotas que estavam abandonadas na garagem voltam a rodar, demissões por justa causa cavadas pela empresa cessam. Embora as absurda revistas às bolsas e outras ações de perseguição continuem na Carris, a luta e a pressão dos trabalhadores impõe à gestão um recuo.

Contudo, isso de modo algum significa que o prefeito tucano tenha desistido de seus ataques. Ainda nessa semana, ao ser abordado na rua por um grupo de funcionário da Carris, Marchezan disse, com seu tom tipicamente arrogante que vai "vender a Carris até o fim do ano". Privatizar a empresa é uma prioridade do prefeito, e para impedir isso será necessário muita luta, além de uma grande unidade com os demais setores que hoje estão na linha de frente dos ataques, tanto de Marchezan, como os municipários em greve, como de Sartori, como os professores estaduais.

A privatização da Carris é uma medida que atingiria sobretudo a população de Porto Alegre que depende do transporte público, e é fundamental ganhar o apoio desses setores. O recuo de Marchezan é um primeiro passo que deve servir para levarmos adiante a luta.




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