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CORONAVÍRUS

Com reabertura de Leite no RS, restaurante em Gramado comemora com piada sobre mortes

No mesmo dia que o Brasil passava de 10 mil mortes no Estado, restaurante de rico em Gramado comemora a reabertura do comércio por Leite dançando a música do "caixão" que apoiadores de Bolsonaro fizeram no mês passado tirando sarro das mortes pelo vírus.

terça-feira 12 de maio| Edição do dia

Um vídeo absurdo e assombroso está circulando nas redes sociais nesses últimos dias mostrando como empresários e bolsonaristas tem destilam ódio e desprezo pela vida que estão sendo perdidas para a COVID-19. Com a reabertura do comércio em quase todo o Estado do Rio Grande do Sul com o decreto de “distanciamento controlado” do governador Eduardo Leite, um bar/restaurante da cidade Gramado na Serra gaúcha comemorou a reabertura com uma dançando ao som da música dos “caixões”, em alusão ao ato bolsonarista que ocorreu no mês passado em São Paulo onde tiravam sarro com as mortes pelo vírus carregando um caixão. No bar de Gramado carregavam champanhe, mas mostra como eles comemoram a abertura de seus negócios para continuarem lucrando no mesmo dia em que o Brasil chegou ao marco de ter mais de 10 mil mortes.

A cena é completamente revoltante, mostrando como esses parasitas que são os empresários, não se importa com a vida de milhares de trabalhadores brasileiros que estão sucumbido com o vírus, e só visam o seu próprio lucro, fazendo festa de debochando da tristeza e desespero de milhões de brasileiros que sofrem com a pandemia. Isso mostra todo o descaso e ódio que é destilado dos discursos do presidente Bolsonaro, que segue com a sua linha negacionista do vírus e quer a volta da “normalidade” para os empresários salvarem seus lucros, onde ainda eles têm a cara de pau de afirmarem que estão preocupados com a “morte dos CNPJs”, não dando a mínima para vida das pessoas. E Bolsonaro também parece comemorar a catástrofe, andando de jet ski e chamando seus apoiadores a fazerem churrasco, mesmo dia que passou das 10 mil mortes e também o mesmo dia que os comerciantes de Gramado estavam comemorando a reabertura de seus negócios.

Parte disso também está na flexibilização que está ocorrendo no Estado pelo Governo Leite, que cede a pressão dos empresários para a reabertura das atividades econômicas. Leite fala que o programa é uma forma de ter a reabertura gradual de certos ramos para colapsar a economia da região, ao mesmo tempo que vão controlando a evolução dos casos de infectado do Estado. O que é uma grande demagogia, pois na prática, garante a volta à normalidade em quase todo o Estado, sem apresentar um plano de testes massivos para toda a população saber quem são realmente as pessoas infectadas e elas possam ser isoladas e receberem o tratamento adequado. Além disso, Leite defende a volta a normalidade aos frigoríficos do Rio Grande do Sul onde são os principais focos do vírus no Estado com 12 surtos e mais de 250 trabalhadores infectados.

Leite e Bolsonaro aparece com discursos diferentes em relação aos caminhos que tem que ser dados na pandemia. Mas os dois se mostram está do mesmo lado ao priorizar a retomada de atividades, que inclusive de fato não são são essenciais como o comércio, para que os capitalistas salvem os seus lucros e deixar os trabalhadores expostos ao vírus. A mídia gaúcha como a Zero Hora, segue fazendo campanha pela reabertura gradual da economia no Estado afirmando que os casos de Coronavírus não são tão alarmantes como no resto do país, mas desconsideram a subnotificações no Estado que devem ser muito maior devido a falta de testes, que inclusive isso se mostra com o aumento de 602% de mortes por síndromes respiratórias no último mês comparada ao ano passado.

Para sabermos a verdadeira situação na pandemia no Estado, é preciso ter testes massivos para toda a população. Ao mesmo tempo exigir que a quarentena seja organizada de forma racional, fechando todos os serviços não essenciais, testando todos os trabalhadores que estão na linha de frente, garantindo uma renda mínima para os desempregados, proibindo as demissões e reduções salariais, e ampliando a rede SUS, centralizando todos os leitos de UTI nas mãos dos trabalhadores e do SUS. Não podemos confiar nas palavras desses senhores, é preciso ir a fundo nos dados. Apenas os trabalhadores podem dar uma saída para essa crise.




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