Política

Com presença de general, TSE dará coletiva para tratar de fraude de Bolsonaro nas eleições

sexta-feira 19 de outubro| Edição do dia

A atriz Sônia Braga e outros artistas que gravaram vídeo pedindo uma posição do TSE a respeito do crime eleitoral cometido pela campanha de Jair Bolsonaro, se juntam a milhares de exigências dos jovens, mulheres e trabalhadores que, desde que veio à tona a acusação de fraude eleitoral e caixa dois, se manifestam nas redes sociais exigindo medidas do TSE.

Enquanto isso, Globo e Record se mantêm caladas diante das denúncias, que apontam que milhões foram investidos ilegalmente por empresários para a campanha de WhatsApp de Bolsonaro. Mesmo após o escândalo e a massiva divulgação do mesmo, a mídia golpista faz questão de se manter em silêncio.

Como resposta às exigências de um posicionamento, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dará uma coletiva de imprensa ainda hoje para divulgarem e deixar claras quais serão as medidas adotadas em vista de tais acusações de fraude nas eleições, em aliança com empresários reacionários que deram patrocínio milionários para a disseminação de fake news.

Agora outra questão essencial é saber porque o pronunciamento será feito pela ministra Rosa Weber ao lado do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, da procuradora-geral da República, Raquel Dodge e de ninguém mais ninguém menos que o general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Vimos escancaradamente o judiciário golpista e seu avanço bonapartista condenarem Lula arbitrariamente, usurpando assim o direito do povo escolher livremente em quem votar. Acompanhamos também o avanço das forças armadas que dizimam a população jovem, negra e trabalhadora com a abjeta intervenção federal no Rio de Janeiro e agora, escancara-se mais uma vez essa aliança que tem como objetivo claro abrir caminho para que se aprofundem as medidas sórdidas do golpe institucional, que vem atacando brutalmente os direitos de cada trabalhador, mulher, LGBT, índio, negro e da população pobre do nosso país.

Nas redes, jornalistas já começaram a se manifestar também sobre a presença do general na coletiva de imprensa, veja:




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