Política

TEMER CANCELA VIAGEM AO RIO DE BALANÇO DA INTERVENÇÃO

Com medo da revolta por Marielle nas ruas, Temer cancela viagem ao Rio

Temer desmarcou a viagem que faria nesse domingo, 18, para o Rio de Janeiro. O tema era o balanço de um mês da intervenção federal, e o motivo do cancelamento foi o medo das dezenas de milhares que foram às ruas após o assassinato de Marielle Franco.

sexta-feira 16 de março| Edição do dia

Após o assassinato de Marielle Franco, vereadora do PSOL, e as dezenas de milhares de pessoas que foram às ruas para protestar contra esse absurdo crime, o presidente Temer sentiu a pressão e desmarcou a viagem que faria nesse domingo, 18, para o Rio de Janeiro. O objetivo da viagem, marcada anteriormente ao crime, era de fazer um balanço do primeiro mês de intervenção. Mas as ruas trataram de fazer o balanço antes do presidente.

Logo após a primeira onda de comoção frente à execução de Marielle, ainda nas redes sociais, o presidente golpista se manifestou em um sentido semelhante ao que vem fazendo a mídia, particularmente a Globo: quis testar até onde era possível canalizar a comoção massiva no sentido de seus próprios propósitos, ou seja, o enaltecimento da intervenção federal. Por isso, Temer disse que a intervenção era justamente para impedir crimes como os que mataram Marielle e seu motorista, Anderson.

Esse discurso reacionário não colou, pois está evidente para todos o caráter de execução do assassinato de Marielle, uma represália por sua luta justamente contra Temer e sua intervenção, e contra a violência policial nos morros e favelas cariocas.
Frente a isso, os assessores de Temer se dividiram: uns, vendo o imenso desgaste que Temer sofreria ao ir ao Rio para defender a intervenção nessas circunstâncias, defenderam o adiamento da viagem; pelo menos um deles defendeu que a viagem deveria ser mantida, para defender a intervenção em um momento em que o questionamento a esta se massifica imensamente.

Temer cedeu ao seu medo das massas, cancelando a viagem. As mobilizações por Marielle foram massivas e tomaram as ruas do país, deixando claro que o rechaço esmagaria o presidente se ele viesse até o Rio defender a sua reacionária intervenção. O tiro de Temer, de tentar tirar o foco da reforma da previdência e colocar em uma “agenda positiva” da intervenção, parece ter saído pela culatra. Marielle Franco pagou o preço dessa absurda intervenção e da militarização crescente do Rio. E Temer, assustado, não ousa colocar os pés no Rio. Mandemos as suas tropas de volta para ele, dizendo que não aceitaremos mais essa absurda intervenção e não saíremos das ruas até fazer justiça por Marielle.




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