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CORÉIA DO SUL

Com massivas mobilizações contrárias a ela, presidente sul coreana anuncia que poderia renunciar

A presidente sul coreana, Park Geun-hye, anunciou esta terça que poderia renunciar e deixar seu cargo nas mãos do parlamento. Dois milhões de pessoas se mobilizaram contrárias a ela, no fim de semana.

terça-feira 29 de novembro| Edição do dia

A presidente de Coreia do Sul, Park Geun-hye, pediu esta terça ao parlamento que decida os passos a seguir para entregar o poder frente a um escândalo de tráfico de influências, o que levou a crise política pela qual atravessa o país. "Deixarei ao parlamento tudo sobre meu futuro, incluindo a redução de meu mandato", comentou Park em breves declarações na televisão.

Em seu discurso televisionado, Park também se comprometeu a "colaborar com a investigação" inclusive antes de renunciar, apesar de que o dia anterior se havia negado a ser interrogada diante dos fiscais depois de que estes assinalaram como "cúmplice" no caso que gira em torno de Park e sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como a "Rasputina coreana" que alegadamente interviu em assuntos de Estado apesar de não ter cargo público. Também lhe atribue a Soon-sil ter extorquido empresas para obter milionárias somas de dinheiro que se havia apropiado parcialmente, entre outros atos irregulares.

De finalizar seu mandato antes do tempo, a primeira mulher chefe de Estado da Coréia do Sul seria também a primeira mandatária a não completar seu mandato de cinco anos, que cumpriria em fevereiro de 2018. Nenhum presidente sul coreano renunciou ou teve de entregar seu cargo antes de finalizar um mandato de cinco anos, desde a implementação do atual regime democrático em 1987.

Desde a oposição denunciam que a presidenta busca deixar o peso de resolver a crise ao parlamento, controlado por uma coalizão de oposição desde que o Partido Saenuri de Park perdeu inesperadamente sua maioria nas eleições de abril. "Está se passando a bola ao parlamento quando poderia simplesmente renunciar", disse a Reuters Park Kwang-on, um legislador do partido democrático, quem opinou que a presidente somente busca estancar o processo.

Antes do discurso televisionado da presidente, os partidos da oposição haviam anunciado que apresentaram a votação provavelmente na próxima sexta na Assembleia Nacional uma moçãopara a destituição da presidente, cuja taxa de popularidade é de apenas 4%, a menor de um líder na história do país.

Em novo discurso, da presidente Park, chega em um momento de grande pressão contra seu mandato depois de que sábado quase dois milhões de sul coreanos - segundo dados dos convocantes - se manifestaram em Seul e outras cidades do país para pedir sua renúncia em quinta jornada de protestos massivos pelo escândalo "Choi Soon-sil".

As manifestações contra a presidente Park destas últimas semanas, foram procedidas pela luta dos trabalhadores sul coreanos contra uma reforma trabalhista. Dezenas de milhares de trabalhadores paralizaram suas atividades e se mobilizaram a Seul, a fins de setembro, em rechaço a uma reforma trabalhista que afeta as escalas salarias.

Com novas e cada vez mais graves revelações sobre o caso, detenções de altos funcionários, rodeadas de grandes empresas e interrogatórios a gestores tem levado a uma profunda crise do governo de Park e ameaçam com o agudizar da crise política em país que é de vital importância para os interesses dos EUA na região.




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