Política

EDITORIAL ESQUERDA DIÁRIO

Com mais de 600 mil acessos, Esquerda Diário bate novo recorde em setembro

André Augusto

São Paulo| @AcierAndy

terça-feira 4 de outubro| Edição do dia

No mês de setembro, o diário digital da esquerda no Brasil conseguiu um novo salto histórico, ultrapassando em muito o recorde de acessos do mês de agosto: 622 mil visitas em 30 dias, de acordo com o contador Google Analytics (ver gráfico abaixo). Trata-se quase de duplicar o recorde de visitas do mês anterior, no qual se consolidou o golpe institucional no Senado, coberto de distintos ângulos e com correspondentes a nível nacional pelo Esquerda Diário, parte da Rede Internacional de diários digitais, em cinco idiomas e 11 países.

Os últimos 30 dias estiveram repletos com as novas repercussões da pró-imperialista Operação Lava Jato, que envolveu táticas para privar Lula da possibilidade de eleger-se em 2018 e abrir o cardápio dos recursos estratégicos do país ao capital estrangeiro com as viagens de Temer a negócios. Mas o mês de setembro esteve principalmente mergulhado na campanha eleitoral municipal, as primeiras eleições desde o golpe institucional da direita e o processo de decomposição do PT.

A direita golpista se fortaleceu como resultado do pleito eleitoral; isso, entretanto, não significa que conseguiu reverter a relação de forças entre as classes, instalada depois das Jornadas de Junho de 2013. Graças à débâcle petista, e não por estar isenta a crise de representação que provocou a maior fragmentação de votos desde 1988, a direita deu um primeiro passo para construir uma “nova hegemonia” encabeçada pelo PSDB. Não obstante, sem haver derrotas significativas do movimento de massas e da classe trabalhadora, este triunfo na superestrutura tem um limite político: basta ver que o governo golpista de Temer precisa usar o poder judiciário para aplicar ataques que o regime não tem força para implementar sozinho.

Por isso, como viemos fazendo desde o início do processo do impeachment, seguimos a denúncia veemente do judiciário como a instituição mais reacionária do país, cujo fortalecimento provou estar a serviço de vulnerar os direitos mais elementares dos trabalhadores, com aspectos da reforma trabalhista sendo antecipados no STF pela via da jurisprudência. Dentro disso, a denúncia contra o braço direito de Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, difundiu-se enormemente entre os leitores do diário.

O Esquerda Diário repercutiu os debates nacionais que atravessaram a disputa dos candidatos, assim como deu evidência à novidade das campanhas das candidaturas anticapitalistas lançadas pelo MRT para a posição de vereador. Nossos colunistas-candidatos abriram debates que tiveram ampla repercussão nas redes sociais, como o artigo da candidata a vereadora por São Paulo, Diana Assunção, sobre os 11 motivos para não votar no empresário da direita João Dória, que teve 138 mil visitas em menos de 20 dias, mais de 40 mil compartilhamentos, gerando uma verdadeira comunidade de debate com os comentários na nota. A candidata a vereadora pelo Rio de Janeiro, Carolina Cacau, também fez soar alta uma voz anticapitalista de combate na matéria sobre os 12 motivos para não votar em Marcelo Crivella, que teve 62 mil visitas e 34 mil curtidas no Facebook.

A série de denúncias contra a farsa do “gestor, não político” João Dória do PSDB, eleito no primeiro turno em São Paulo, também marcaram com originalidade o perfil do ED como nenhum outro meio: tanto Dória como herdeiro das capitanias hereditárias (replicada por outros sites); como o Grupo Doria ter recebido mais de R$10,6 milhões do governo Alckmin e de estatais, ou mesmo o investimento milionário que o tucano paulista e outros 22 prefeitos eleitos fizeram a suas próprias campanhas são indicadores que revelam que o triunfo em São Paulo não vem isento de contradições, e não atenua os elementos de crise orgânica e descrédito contra os políticos que se vestem de “empresários” do ajuste.

As matérias sobre o reacionário Celso Russomanno e a golpista Marta Suplicy tiveram grande apelo também no ED, e ajudaram a tornar mais conhecidas as idéias anticapitalistas que o MRT impulsionou a partir de suas candidaturas, que receberam milhares de votos de apoio nas eleições para vereador em cinco cidades.

Este trabalho de vincular a tática audaz do lançamento das candidaturas anticapitalistas com a utilização dos meios técnicos mais avançados para difundir as idéias do marxismo revolucionário – a serviço de gerar uma grande força militante que busque se organizar em um partido proletário independente – promoveu grandes resultados também nas redes sociais. Aproveitando a politização nacional em meio às eleições, a página do Esquerda Diário alcançou mais de 1,3 milhão timelines do Facebook, e 117 mil curtidas na página oficial.

Na última semana antes do voto, o ED alcançou mais de 1,5 milhão de timelines e 213 mil envolvimentos no facebook (algoritmo que mede curtidas, comentários e compartilhamentos na página). O número de visitantes “fidelizados” aumentou para 134 mil, ou seja, visitantes reincidentes no site, mostrando que a página do Esquerda Diário se tornou um importante veículo diário de informação e debate político.

Somente no domingo de eleição, que teve também a cobertura completa do ED, o site recebeu 73 mil visitas, desenvolvendo as tendências do diário da esquerda que não pára de crescer e vislumbrando um novo salto para outubro.

Este combate independente, e nossa voz “online” é chave para mais e mais trabalhadores e jovens se organizarem em seus locais de trabalho e estudo para erguer uma nova tradição da esquerda no país, superando a estratégia de conciliação do PT com os empresários e com a direita.

O grande desafio do ED é alcançar os portais ligados ao petismo (já batemos o número de visitações no site do PT), batalhando por alçar-se como um organizador das vozes dos trabalhadores, das mulheres e da juventude que querem lutar contra a direita sem assumir qualquer responsabilidade pela política traidora do petismo, que se encontra em decomposição pós-eleições.

A isto chamamos “leninismo no século XXI”: essa luta apaixonada por colocar diariamente as idéias do marxismo revolucionário em ação, “gerar um público e ampliar progressivamente a área de influência” usando o mais avançado da técnica informática e digital para construir correntes revolucionárias no movimento operário, no movimento de mulheres, na juventude e na intelectualidade, como parte de construir partidos revolucionários a nível nacional e internacional.

Convidamos todos os nossos leitores a lerem, difundirem e serem parte deste projeto audaz como correspondentes do ED, para organizarmos a voz dos que querem lutar contra o avanço da direita desde uma perspectiva estratégica independente do PT.




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