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Com mais de 55 mil mortos, Bolsonaro acha que houve “excesso de preocupação” com COVID

Em live com cínica “homenagem” aos mortos pela COVID, Bolsonaro chama sanfoneiro e pede para que governadores abram o comércio, mesmo com casos subindo e ultrapassando os 55 mil mortos e 1 milhão e 200 mil contaminados.

sexta-feira 26 de junho| Edição do dia

A tradicional live das quintas feiras de Bolsonaro, que contam semana após semana com todo o tipo de bizarrices, escaladas discursivas, demonstrações racistas, nesta semana contou com uma cínica homenagem de Bolsonaro às vítimas do novo coronavírus, com música tocada pelo presidente da Embratur, ao mesmo tempo em que o presidente seguiu defendendo sua política assassina de reaberturas (que vale lembrar, vem em boa medida, sendo aplicada também por governadores que reabrem os comércios, e veem os casos crescerem em seus estados).

Bolsonaro, que junto com seus Ministros, vêm desde o início da pandemia garantindo que sejam trabalhadores e a população pobre, deu também mais uma vez uma declaração que sustenta sua visão negacionista frente a pandemia que já matou mais de 55 mil pessoas no Brasil. Em cobrança aos governadores pela reabertura do comércio, ele disse que há um “excesso de preocupação”.

Bolsonaro chegar a ser absurdamente cínico, dizendo que “os hospitais têm sobra de leitos”, afirmação que simplesmente vira o rosto para as notícias de colapso em diversos estados, como no Rio de Janeiro, que teve uma alta de 90% nos casos de mortes em casa, fruto da falta de leitos para a população.

Mesmo com o cinismo e demagogia, Bolsonaro segue despejando o custo dessa crise nas costas da classe trabalhadora, com suas MPs que geraram milhões de reduções salariais, suspensões de contratos, e também com as demissões bastante estimuladas por empresários da base bolsonarista. Sua sede pela reabertura é totalmente consciente das vidas que serão deixadas à própria sorte com a falta de condições mínimas, como testes para a população, e a garantia de leitos de UTI para suprir a demanda, e os que pagam por isso são os trabalhadores, os negros e a população pobre.

Os governadores, que se dizem oposição à Bolsonaro, no entanto, também não tem uma política que responda à crise sanitária que vivemos. Sem testes, leitos, e garantia para aqueles e aquelas que seguem trabalhando, veem os casos crescerem, e mesmo assim avançam com reaberturas, às custas da vida de trabalhadores.

Para realmente conseguirmos avançar com medidas que ataquem a crise sanitária será necessário se enfrentar com Bolsonaro e com os militares que o sustentam em seu governo. Mas sem qualquer tipo de confiança nos opositores de Bolsonaro que também deixam de lado respostas para a pandemia que não sejam para atender os lucros, como os Governadores, o Congresso e o STF.




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