Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Com mais de 240 em assembleia, petroleiros votam continuidade da greve na REDUC, em Caxias (RJ)

Nesta sexta-feira, dia 7, os trabalhadores da REDUC iniciaram o dia com piquete e assembleia, na qual votaram a continuidade da greve, que vem ganhando força com mais adesões e amedrontando governo de Bolsonaro apesar do cerco da mídia burguesa.

sexta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

No 7º dia de mobilização, os petroleiros da REDUC, em Caxias (RJ), aprovaram hoje a continuidade de greve, inicando o dia já com piquete e em assembleia. Com esta aprovação, a greve ganha mais força, como vem acontecendo dia após dia desde seu início. Na próxima terça-feira, vai ocorrer outra assembleia para reavaliar a continuidade da adesão desta unidade à mobilização.

Segundo o sindicato, a Petrobras está com medo de reduzir a exportação de petróleo, inegável fonte de lucro que tem feito a burguesia "fatiar" essa riqueza nacional em detrimento dos interesses dos trabalhadores e da população brasileira.

Ainda na sexta-feira, houve uma assmbleia na TABG (Terminal Aquaviário da Baía da Guanabara), na Ilha do Governador. A unidade, que ainda não havia aderido à greve nacional, aprovou na assembleia a adesão, fortalecendo ainda mais a mobilização.

Veja também declaração de Marcos Dias, diretamente do TABG

Agora também está ocorrendo um ato no Centro do Rio de Janeiro, em frente ao edifício sede da Petrobrás (Edise), que teve início às 10h.

A greve teve início no dia primeiro deste mês em exigência à reversão de mais de mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados Araucária, no Paraná (FAFEN-PR), e desde então, mais e mais unidades ao redor de todo o país lutam bravamente contra os interesses de Bolsonaro e sua corja, e contra o cerco que está sendo feito pela mídia burguesa.

É crucial que a juventude e os trabalhadores dos mais distintos setores apoiem os petroleiros e ajudem a quebrar esse cerco, pois é em nome dos mesmos interesses imperialistas que agora atacam a categoria que a burguesia já vem atacando o conjunto da população, com desemprego, reforma trabalhista e previdenciária, aumento do trabalho precário e violência policial.

A luta contra as privatizações podem ser uma causa nacional. Mas, para isso, é preciso que as centrais sindicais como a CUT, que é a maior do Brasil, mude imediatamente sua orientação e comece a organizar em todo o país iniciativas e campanhas de solidariedades em cada categoria em que estão presentes. Isso, junto com o apoio de todos os partidos de esquerda como PSOL e PSTU, e por essa via a CSP-Conlutas, pode ser fundamental para que a greve triunfe.

Neste momento, é necessário a mais firme aliança com esses lutadores que hoje defendem em escala nacional o direito de mais de mil famílias que ficarão sem empregos, na rua. Nós do Esquerda Diário colocamos todas nossas energias para cercar a luta de apoio, e estamos impulsionando hoje, sexta-feira, 7, às 15h, um twittaço para dar visibilidade à greve. Participe você também! Toda força à luta da categoria, somos todos petroleiros!

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