Política

Com mais 2 casos confirmados em um total de 5, Corona vírus chega nas favelas do Rio de Janeiro

Com mais dois casos confirmados de Corona vírus em favelas do Rio de Janeiro, se inicia uma das fases mais alarmantes da pandemia: o vírus chega em lugares com imensos problemas estruturais, colocando em risco a vida de milhares de pessoas.

domingo 29 de março de 2020| Edição do dia

Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro e Parada de Lucas, na Zona Norte. Essas são as duas favelas que confirmaram dois casos de Covid-19 no total de 4 favelas 5 casos até agora. Na Cidade do Rio de Janeiro são mais de 1000 casos suspeitos, dentre os números oficiais, já que sem nenhuma iniciativa por partes dos governos de testes massivos, o número real de casos tende a ser bastante maior.

Nas favelas do Rio de Janeiro, atualmente, moram quase 1,4 milhões de pessoas, que representam cerca de 20% da população total da cidade. As “duas soluções” em voga para crise por parte dos agentes políticos da burguesia tem sido: por um lado, o negacionismo escandaloso de Bolsonaro que está querendo encenar no Brasil a tragédia que custou milhares de vidas em Milão com a campanha #oBrasilnãopodeparar, de outro lado, a quarentena individual, de governadores, como Witzel e Dória, sem testes massivos para isolar o vírus, sem unificação do sistema de saúde (privado e público), sem garantir condições sanitárias e higiênicas básicas para aqueles que estão tendo que trabalhar e, enfim, colocando trabalhadores de fábricas e telemarketings produzindo o que não é essencial para crise para garantir o lucro dos patrões.

Não estamos diante de reais soluções para enfrentar a crise. E se esse cenário de descaso absoluto dos governos já é bastante grave, nas periferias das grandes cidades é questão é amplificada numa grande proporção pelos problemas estruturais das favelas como falta estrutura básica de saneamento e infraestrutura de saúde, fragilidade de corpos, fustigados por jornadas extenuantes de trabalho, por casas sem água e moradia, acesso à informação, sem internet e outros veículos de informação e muitos outros, aumentando tanto a proporção de contágio quanto a letalidade de vírus.

Sem poder contar com verdadeiros “planos de guerra” por parte dos agentes políticos da burguesia, essa tarefa caberá a população e aos trabalhadores, através de suas associações de bairros, com exigências aos sindicatos, e organizando-se de distintas maneiras para combater o vírus e salvar vidas.




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