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CORONAVÍRUS

Com maior N° de mortes de COVID-19 no RS, Passo Fundo define academias como essenciais

A prefeitura de Passo Fundo flexibilizou ainda mais a quarentena adicionando mais atividades a lista de serviços essenciais. O prefeito Luciano Azevedo (PSB), seguindo os passos de Bolsonaro, quer atender aos interesses dos grandes empresários reabrindo o funcionamento de academias e estúdios de musculação e atividades físicas, que claramente não tem nada de essencial.

terça-feira 19 de maio| Edição do dia

A partir dessa segunda-feira (28), a prefeitura de Passo Fundo flexibilizou ainda mais a quarentena adicionando mais atividades a lista de serviços essenciais. O prefeito Luciano Azevedo (PSB), seguindo os passos de Bolsonaro, quer atender aos interesses dos grandes empresários reabrindo o funcionamento de academias e estúdios de musculação e atividades físicas, que claramente não tem nada de essencial, ignorando o fato de que Passo Fundo é a cidade com o maior número de mortos por coronavírus em todo o estado do Rio Grande do Sul.

Além das academias, podem funcionar a partir desta semana os serviços de contabilidade, auditoria, consultoria, engenharia, arquitetura, publicidade e outros. Imobiliárias e serviços profissionais de advocacia, administrativos e auxiliares também estão liberados. O comércio já estava aberto na cidade, assim como igrejas e templos, salões de beleza e barbearias, enquanto o número de infectados pela Covid 19 na população aumenta.

A prefeitura argumenta que a cidade ficou em zona de "bandeira laranja", conforme a definição de "distanciamento controlado" o qual propõe o governador Eduardo Leite, o que permitiria reabrir esses serviços. Mas, no final das contas, o projeto de distanciamento controlado não assegura nenhum controle sobre o distanciamento, e nem mesmo se faz possível realizar pois o estado não cumpre o mínimo com a obrigação de garantia de investimentos no sistema de saúde público e de testagem em massa da população. Tudo isso resulta na quantidade de 24 óbitos em Passo Fundo, que ultrapassa até mesmo a capital do estado do Rio Grande do Sul.

Alem disso, existe também o problema da subnotificação que acontece devido a carência de testes para a população, o que acaba servindo como uma política de Estado na crise atual, na medida em que subestima os números totais de doentes e infectados, ajudando no discurso de que o comércio pode reabrir sem muitos problemas. Na prática o programa de distanciamento do Leite e os decretos dos prefeitos não tem nada de controlado, permitindo tudo se reabrir sem testes massivos e esperar que o sistemas de saúde em todo o Estado entre em colapso.

Medidas como essas arriscam a vida de toda a população e são aplicadas por pressão do empresariado que não se importa em passar por cima da vida dos trabalhadores, para defender seus ganhos acima de tudo.

Frente a tudo isso é necessário que seja feito testes massivos em toda a população, algo que não está havendo em nenhum lugar do país, e é necessário para que se possa fazer uma quarentena realmente racional. Para saber quem são as pessoas infectadas e pode serem isoladas e receberem o tratamento adequado. Assim como seja necessário a ampliação dos leitos dos SUS e não esperar pelo o colapso do sistema público. Para isso é necessário um SUS 100% estatal e sobre gestão dos trabalhadores. E mais urgente ainda é preciso o fechamento de todos os serviços não essenciais, pois é um crime que os trabalhadores sejam obrigados a voltarem ao trabalho se expondo ao vírus sem terem testes. Assim como seja proibida as demissões e que todos possam receber um auxílio no valor mínimo de R$ 2000,00 para que possam se manter.




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