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Com julgamento anulado, 74 PMs envolvidos no massacre do Carandiru terão novo julgamento

Justiça de São Paulo decide que os 74 PMs envolvidos no massacre do Carandiru terão um novo julgamento.

terça-feira 11 de abril de 2017| Edição do dia

Após quase 25 anos da carnificina ocorrida no dia 2 de outubro de 1992 no complexo penitenciário Anísio Jobim, no bairro Carandiru em São Paulo, a justiça resolve fazer um novo julgamento ainda sem previsão de data.

O “Massacre do Carandiru” como ficou conhecido o trágico acontecimento daquele 2 de outubro, ocorreu com a invasão de PMs na Casa de Detenção após suposta rebelião que culminou na execução brutal e covarde de centenas de pessoas. Após um longo período de tempo com inúmeros julgamentos que quase não condenou, o atual cenário é o mesmo, a impunidade continua sendo a marca maior do caso até hoje.

Dos PMs envolvidos, sejam mandantes ou feitores apenas um foi condenado, todos os outros envolvidos continuam exercendo seus cargos e suas funções, de todas as mortes ocorridas no massacre é de se destacar que vários assassinos tiveram a absolvição da justiça por essa considerar que não houve evidencia se PMs ou presos foram os autores da execução de 34 vítimas.

Apesar da notícia, ainda não há prazo para que o novo julgamento aconteça, o Ministério Público já adiantou que irá recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que os todos os assassinos sejam punidos apesar do movimento do judiciário para absolvição de todos os envolvidos e atrasos nos julgamentos.

Em 2016 três desembargadores decidiram anular o juri alegando que não havia possibilidade de julgar a conduta de cada PM sem saber por exemplo, quantos detentos cada um matou, o relator da época, Ivan Sartori, que ficou conhecido também pela afirmação “não houve massacre, houve legítima defesa” ex presidente do TJ votou na absolvição dos PMs, que ocasionou na investigação pelo Conselho Nacional de Justiça pelo voto proferido a favor da inocência dos 74 policiais militares que atuaram no massacre.

Enquanto isso famílias e sociedade aguardam sem esperança a condenação dos culpados e mandatários do massacre, o judiciário mostra sua face e a quem defende, o sistema e seus protegidos, o povo segue sendo massacrado, vê execução em seus bairros ruas e com sua família, o sentimento de impunidade no caso onde os pms de alta patente e os executantes são tratados com privilégio e proteção aumenta a crise profunda que o setor é visto pela classe trabalhadora, nos alertando para um rompimento com essa sociedade de privilegiados.




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