Política

PRIVILÉGIO JUÍZES

Com imóveis no valor de 2 milhões, filha de juiz do STF recebe auxílio concedido pelo pai

A desembargadora Marianna Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, recebe auxílio-moradia de R$ 4,3 mil mesmo tendo dois imóveis no Leblon, bairro nobre da capital fluminense, cujo valor estipula-se ultrapassar R$ 2 milhões.

Ítalo Gimenes

Campinas

segunda-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o mesmo que em 2014 liberou o auxílio para todos os magistrados e procuradores, inclusive aqueles que moram em residências próprias luxuosas, a exemplo de sua filha desembargadora, Marianna Fux, cujos imóveis no Leblon calcula-se ultrapassar o valor de R$ 2 milhões.

No Rio, o benefício é garantido por uma lei local de 2009, sancionada pelo então governador, Sérgio Cabral (PMDB), hoje cumprindo pena. Recentemente, o tema dos privilégios do arbitrário e autoritário poder Judiciário vem sendo tema de revolta nas redes sociais, a exemplo do caso Bretas, cuja família de desembargadores da Lava-Jato recebe quase R$ 10 mil de auxílio-moradia.

Não bastasse os supersalários desses juízes, que ultrapassam R$ 30 mil mensais, como é caso do ministro Fux, esse auxílio-moradia serve para elevar ainda mais essa soma, engordar o acúmulo de privilégios desta casta, e ultrapassar o teto salarial que Constituição lhes permite (a mesma que juram preservar).

Uma casta que tem cumprido o papel de reforçar os métodos arbitrários de investigação através da operação Lava-Jato, em prol de ditar os rumos da política e das eleições desse ano. Violam a Constituição não apenas com seus privilégios, mas realizam um verdadeiro processo destituinte ao negar pela segunda vez o voto popular e o direito básico ao sufrágio universal.

Prova disso foi a recente condenação de Lula por parte de 3 juízes de Porto Alegre, que além de terem o poder de rejeitar o direito elementar da população de votar em quem queira, mesmo que seja Lula, fazem parte do grupo de juízes que enriquecem às custas da população. Não obstante, fazem parte do círculo golpista de Sergio Moro, que além de privilegiado, fez das arbitrarias delações premiadas uma forma de enriquecer ao mesmo tempo que azeita a intervenção imperialista sobre as riquezas nacionais.

Uma das castas mais privilegiadas, portanto, que não cumpre aquilo que prega. Seu "combate a corrupção" não passa de uma demagogia para justificar métodos e decisões que hoje atingem Lula (que não carece de popularidade e "costas quentes"), mas que servem para aumentar as prisões sem julgamentos contra trabalhadores, lutadores e a juventude negra. Seus privilégios são bancados por esses contra os quais o Poder Judiciário bate o martelo e arranca direitos elementares, tal como o fizeram defendendo a Reforma Trabalhista.

Por isso que o Esquerda Diário defende que essa casta, eleita por ninguém, seja submetida ao voto popular, sendo revogável a qualquer momento, e receba um salário de uma professora da rede pública. Um verdadeiro combate a corrupção só será possível através de juris populares.

Leia também: Autoritarismo judiciário no Brasil é o mais caro e privilegiado do mundo




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