PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

Com demissões e aumento da precarização, Bolsonaro quer cortar gastos com terceirizados

Os auxiliares do futuro presidente, eleito através das manipulações do judiciário e tuteladas pelos militares, já preparam demissões de trabalhadores com a não renovação de contratos das empresas terceirizadas que prestam os serviços nas áreas de limpeza, manutenção, prevenção, transporte e vigilância, para alguns ministérios e assim pretendem precarizar ainda mais os funcionários terceirizados.

segunda-feira 17 de dezembro de 2018| Edição do dia

Os auxiliares do futuro presidente, eleito através das manipulações do judiciário e tuteladas pelos militares, já preparam demissões de trabalhadores com a não renovação de contratos das empresas terceirizadas que prestam os serviços nas áreas de limpeza, manutenção, prevenção, transporte e vigilância, para alguns ministérios e assim pretendem precarizar ainda mais os funcionários terceirizados. Para isso, a equipe do governo Jair Bolsonaro, ainda na transição, prepara uma relação de contratos da União com empresas terceirizadas que não devem ser renovados a partir de 2019.

A equipe de transição alega que o gasto federal no setor é de cerca de R$ 25 bilhões por ano e o pagamento dos trabalhadores terceirizados consome cerca de 20% desse valor. Porém a maior parte desse “consumo de gastos” não vai para o salário dos funcionários, na realidade é parte do lucro dos donos dessas empresas terceirizadas. Na prática o que Bolsonaro busca é descarregar a crise em cima dos trabalhadores onde os terceirizados irão pagar com a perda de seus empregos para ter um corte de gastos dos cofres públicos, enquanto os banqueiros imperialistas, lucram trilhões por ano através da dívida pública que é totalmente ilegal, ilegítima e fraudulenta, e é paga pelo suor e o trabalho da classe trabalhadora brasileira.

A não renovação dos contratos das empresas terceirizadas, no qual irá culminar a demissão de centenas de trabalhadores terceirizados, é um ataque brutal a uma setor que já tem uma enorme rotatividade (com muitas demissões de funcionários em curto tempo) e sofrem com a retiradas de direitos com a lei da terceirização e a própria Reforma Trabalhista. Sem falar nos atrasos de salários constantes e também em muitos casos onde as empresas e fecham e não pagam o que devia aos seus funcionários. Esse é o destino da maioria dos trabalhadores de terceirizados e dos setores privados que estão a mercê da demissão e da miséria.

Isso mostra que o governo Bolsonaro tem como a principal medida para salvar o lucro dos capitalistas, atacar os trabalhadores em larga escala. atacando desde servidores ou terceirizados do serviço público, até de setores privados, ao aplicar até o fim a reforma trabalhista e pautando como a prioridade do início de seu governo a aprovação da Reforma da Previdência. Para que os trabalhadores paguem por toda a crise econômica e que os patrões, no qual Bolsonaro disse que é horrível de ser, continuem lucrando em cima do trabalho da classe trabalhadora e o aumento da exploração.

A reforma trabalhista foi aprovada por Temer diante da inércia das centrais sindicais que não organizaram uma forte luta da classe trabalhadora diante dos ataques aos direitos trabalhistas. Sob o governo Bolsonaro, os ajustes e reformas serão ainda mais violentos e frente a isso é necessário que a força da classe trabalhadora seja posta em movimento, organizando-se em milhares de comitês de base por todo país, em aliança com a juventude, retomando os sindicatos das mãos da burocracia para romper a paralisia e enfrentar Bolsonaro nas ruas.




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