Política

ALERJ

Com cerco policial contra imprensa e a população, Alerj se prepara para libertar Picciani

sexta-feira 17 de novembro| Edição do dia

A imprensa começou à ser retirada da Alerj hoje às 14h, enquanto os deputados estaduais se preparam para votar pela libertação de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, figurões do PMDB que tiveram a prisão decretada no dia de ontem. A população, por sua vez, já estava do lado de fora, impedida por um cerco policial gigante, posto para defender os deputados.

Saiba mais: Alerj terá sessão extraordinária hoje para votar a liberação de Picciani, acompanhe aqui

A proibição do povo e dos trabalhadores mostra mais uma vez o caráter antipopular e autoritário desta casa, que permaneceu por meses com grades quando foram votados os planos de ataque contra os trabalhadores, exigidos por Pezão e Temer. A própria imprensa ser proibida de estar no local mostra como querem cada vez mais reprimir os direitos democráticos em favor das oligarquias dos políticos corruptos defensores dos interesses empresariais.

Leia também: Cacau: “Só uma política independente dos trabalhadores pode acabar com a corrupção”

Estes políticos deram bilionárias isenções aos capitalistas por anos, foram R$ 138 bilhões em 5 anos, e R$ 185 bilhões ao total segundo a conta de alguns. Porém, não será das mãos da Polícia Federal e da Lava-Jato que pagarão por seus crimes. A Lava-Jato deixou livre Pezão e seu plano de ataques, quer "limpar" o governo do Rio para que políticos "limpos" apliquem o plano de ataques de Temer e Pezão e nada mais que isso. Servem para fortalecer um tipo de estado policial com elementos como esta absurda repressão à imprensa e aos trabalhadores, e uma manifestação unicamente pedindo "pela prisão" do PMDB só fortalece este setor.

Também leia: Fortuna de Picciani, Barata e outros corruptos deveria servir para pagar servidores do RJ

A saída para a crise do Rio passa por expropriar as fortunas dos corruptos que deve ser revertida para o pagamento dos servidores, para a UERJ e demais universidades e escolas do estado, assim como pela reversão de todos os ataques de Temer e Pezão como é a privatização da CEDAE e muitos outros. A dívida pública não deve ser paga e os políticos devem receber o salário de uma professora, sendo eleitos e revogáveis à qualquer momento, e achamos que é para isso que os sindicatos e o PSOL deveriam se mobilizar.




Tópicos relacionados

Censura   /    Alerj   /    Luiz Fernando Pezão   /    Repressão   /    Corrupção   /    Rio de Janeiro   /    Política

Comentários

Comentar