Internacional

GREVE GERAL NA FRANÇA

Com centenas de mobilizações começa a greve geral na França

Contra a reforma trabalhista que o presidente francês, Emmanuel Macron, quer impor. A polícia reprime os manifestantes que se concentram em várias cidades do país.

terça-feira 12 de setembro| Edição do dia

A greve geral na França começou, e são esperadas cerca de 200 manifestações convocadas em todo o país, algumas das quais começaram pela manhã, como a de Marselha com milhares de pessoas, enquanto dezenas de milhares se concentram para marchar nas principais cidades.

A greve contra a reforma trabalhista impulsionada pelo presidente, Emmanuel Macron, provocou nessa terça-feira atrasos e cancelamentos dos voos de várias companhias “lowcost”, em particular Ryanair, mas também Esyjet, Vueling e Volotea.

Um porta-voz da empresa Air France, principal companhia do país, assegurou à EFE que “não há cancelamentos” e só “alguns atrasos” por conta dos controladores aéreos, em particular na Orly e em voos que dependem da Aix em Provence.

A jornada de protestos contra a flexibilização do trabalho, uma das principais reformas promovidas pelo presidente francês, também se expressou nos ferrocarris, com paralisação nas linhas regionais e próximas à Paris, assim como nos transportes urbanos de algumas cidades.

Além da paralisação nos transportes os portuários de Le Havre, que se transformaram em um símbolo de luta durante as jornadas de 2016 contra a reforma de François Hollande, serão parte da greve. Trabalhadores químicos, de correios e das telecomunicações, estarão entre os sindicatos que estão em greve. A União Confederal de Aposentados da CGT será parte da jornada de luta.

Em Le Havre cerca de 10000 manifestantes se mobilizaram nessa manhã na França, encabeçados pelos trabalhadores portuários.

Em Lyon a polícia lançou gás lacrimogêneo e reprimiu os manifestantes que se concentravam para se manifestar contra a reforma trabalhista.

Apesar do ataque aos direitos dos trabalhadores que são parte da reforma de Macron, a CFDT, primeiro sindicato do país, e a Force Ouvirére (FO) não se somam à greve geral da CGT. No entanto, a traição de Jean´-ClaudeMaily, titular da FO, tem como correlato que mais de 50 seccionais locais do sindicato, como os ferroviários, os químicos, os transportadores, e os trabalhadores da energia entre outros, se lancem à greve expressando que ainda se mantém vivo o espírito de luta de 2016, como em Rennes, onde houve mais de 24 mobilizações. Como bem expressou para o Revolution Permanente um sindicalista da FO transporte que parará nesse dia 12, “Maily está sem ligação com a sua base”. A pressão dos trabalhadores cresce dia a dia.




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