Política

RIO GRANDE DO SUL

Com bombas e balas de borracha, pacotão de Sartori começa a ser aprovado

Nesta segunda (19) a Brigada Militar, a mando de Sartori, transformou a Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre, em um campo de guerra. Às custas de muitas bombas e balas de borracha nos servidores, o governo aprovou três projetos de um total de 27 propostos no chamado "pacotão de maldades". As votações continuam até quarta (21).

terça-feira 20 de dezembro de 2016| Edição do dia

Antes mesmo dos deputados iniciarem a votação do pacote de maldades de Sartori, a polícia já cobria a Praça da Matriz, em frente a Assembleia Legislativa e ao Palácio Piratini, de gás lacrimogêneo. Apesar da violência policial, os trabalhadores permaneceram na praça ao longo de toda a tarde, acompanhados por jovens e movimentos sociais.

Dentro da Assembleia Legislativa os deputados encaminhavam o pacote de maldades de Sartori. Assim como os senadores golpistas não se intimidaram com a violência policial em Brasília durante as votações da PEC do fim do mundo, os deputados gaúchos seguiram sua pauta.

Conseguiram aprovar somente três pontos: a extinção das secretarias de Cultura, anexada à de Esporte e Lazer, e de Justiça e Direitos Humanos, anexada à pasta de Trabalho. Embora justifiquem na necessidade de redução de gastos, nada foi dito sobre a redução de CCs no governo. Também foi reestruturada a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Investimento e aprovado um projeto que permite ao governo, por exemplo, colocar agentes da secretaria de segurança do estado nas pastas de segurança de municípios, sendo limitada a cedência a outras áreas.

Restam ainda 24 projetos a serem votados. O governo pretende manter a limitação de acesso à Assembleia Legislativa, com forte contingente policial do lado de fora para garantir à força a votação dos ataques mais duros, como as privatizações, a institucionalização do parcelamento de salários, entre outros. Diversos sindicatos do serviço público convocam os trabalhadores a ocupar a praça e seguir pressionando o governo.




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