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Com alto desemprego, Kalil trata ambulantes com repressão na Praia da Estação

No último sábado, 19, durante a realização do evento “Praia da Estação”, na Praça de Estação, guardas municipais de Belo Horizonte realizaram uma ação de apreensão de mercadorias de ambulantes que vendiam bebidas e não estavam regularmente licenciados. Carrinhos também foram apreendidos.

segunda-feira 21 de janeiro| Edição do dia

Além de apreender as mercadorias que circulavam pela Praia, agentes da prefeitura de Belo Horizonte cercaram o galpão onde ficavam armazenadas mais mercadorias dos ambulantes. Os ambulantes alugaram o espaço por R$150 por mês. “Levaram toda a minha mercadoria, o carrinho eu tinha até pegado emprestado. Comprei fiado, estou devendo e eles levaram tudo.” - disse uma ambulante ao Jornal O Tempo.

Demagogicamente, o subinspetor da guarda municipal alegou que a operação buscava, além de combater o comércio ilegal, evitar a distribuição de lixo pela cidade, o que é perigoso para os foliões. Na verdade, o objetivo é lucrar em cima do desemprego e cobrar altas taxas dos ambulantes que precisam aproveitar o pré-carnaval e o carnaval para garantir alguma renda. Para "combater o comércio ilegal" é preciso não apreender as mercadorias e materiais dos ambulantes, mas garantir condições dignas de trabalho a todos.

O carnaval de BH promete ser uma das maiores festas de rua do Brasil. A prefeitura deveria oferecer a melhor estrutura para que a juventude e os trabalhadores possam ter lazer gratuito e com conforto. Esse ano BH terá um carnaval sob a tarifa de ônibus que é uma das mais caras do Brasil, a R$4,50. Mas a PBH divide suas tarefas com a iniciativa privada, dividindo também os lucros da festa.

Repudiamos a repressão aos ambulantes em um ano marcado, não só por uma crise econômica, mas por governos - tanto de Bolsonaro, quanto de Zema em MG – ávidos por retirar mais direitos e piorar as condições de vida da população, retirando a aposentadoria dos trabalhadores e privatizando as estatais.




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