Política

CRISE GAÚCHA

Com ajuda do judiciário, Leite avança na venda de ações do Banrisul para capitalistas

Na última quinta (29), a 4° Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre reverteu a decisão de suspensão da venda das ações do Banrisul. Com essa decisão, o caminho fica livre para o governador Eduardo Leite em vender parte do patrimônio gaúcho para as empresas privadas, e fazendo um discurso demagógico de que com as vendas das ações conseguiria colocar em dia os salários dos servidores do Estado.

sexta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Na última quinta (29), a 4° Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre reverteu a decisão de suspensão da venda das ações do Banrisul. Com essa decisão, o caminho fica livre para o governador Eduardo Leite em vender parte do patrimônio gaúcho para as empresas privadas, e fazendo um discurso demagógico de que com as vendas das ações conseguiria colocar em dia os salários dos servidores do Estado.

No 24 de julho uma ação movida pelo ex-presidente do Banrisul, Mateus Bandeira gerou uma liminar que impediu a venda das ações ao setor privado. Bandeira que foi candidato a governador pelo partido NOVO, não é contra a venda das ações, muito pelo contrário, defendia nas eleições uma política ultraliberal de privatizações; porém solicitou nesta ação ajuizada informações do governo do Estado, preocupado com a queima dessas ações por valor abaixo do mercado. Nesta última quinta-feira (29) a 4a Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre reverteu a suspensão da venda das ações.

A decisão, comemorada pela Procuradoria Geral do Estado do RS (PGE), corrobora com o discurso de colocar os salários dos servidores públicos em dia. No entanto, a perda é muito maior que o ganho para as contas do Estado. Eduardo Leite faz demagogia com a venda das ações alegando que conseguiria recurso para colocar o pagamento do salário dos servidores públicos do Rio Grande do Sul em dia, sendo que ele faz chantagem com os trabalhadores em colocar seus salários em dias com a entrega de parte do patrimônio público gaúcho nas mãos de poucos empresários. Enquanto os professores e servidores do Estado recebem a anos seus salários parcelados e atrasados, bilhões seguem sendo sonegados para grandes empresas no Estado como a Gerdau e a RBS. Além disso o Estado concede enormes isenções de impostos para esses mesmos capitalistas.

É preciso retomar a mobilização de 2017 que levou milhares de professores e trabalhadores da educação às ruas e impediu, na época, as privatizações da CRM, Sul gás e CEEE que serão privatizadas agora com Eduardo Leite se não houver resistência. É preciso superar as burocracias sindicais e suas direções que freiam a luta dos trabalhadores e retomar as ruas contra a venda de ações do Banrisul, assim como exigir que os salários dos servidores sejam pago em dia. Somente a força e a unidade dos trabalhadores públicos e de outros setores, aliados com a juventude, podem fazer com que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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