Mundo Operário

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL BELEM/PA

Com agressões físicas bate paus da CTB/PC do B tentam impedir realização de eleição

domingo 7 de janeiro| Edição do dia

Está em curso as eleições do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Belém. Concorrem ao pleito a atual chapa da situação impulsionada por trabalhadores ativistas do PSTU e da CSP- Conlutas, e a oposição ligada a CTB/PC do B. Na manhã dessa sexta feira (05/01) durante o trânsito de urnas das obras e na sede do sindicato, houve agressões a diversos trabalhadores que se encontram feridos, um diretor do sindicato está com a perna quebrada e houve relatos até de tiros sendo disparados.

Toda essa violência foi impulsionada pela chapa da CTB/PC do B, que segundo nota divulgada pelo Sindicato: “Primeiro tentou suspender as eleições na justiça. Seu pedido foi negado pois não havia nenhuma irregularidade no processo eleitoral em curso. Então apelou para a violência pura e simples para impor sua vontade aos trabalhadores. Com mais de cem “bate paus” contratados e dirigentes e militantes sindicais de outras categorias ligados àquela Central, desencadearam toda sorte de ataques aos mesários responsáveis pela condução das urnas e da coleta de votos, agredindo as pessoas e roubando urnas e documentos da eleição (lista de votantes, atas).”

Esse tipo de método que fere a democracia sindical e operária levado a frente pela CTB/PC do B não é exclusividade em Belém. Em todos os lugares onde está essa burocracia sindical, são inúmeros relatos de trabalhadores e dezenas de episódios, onde dirigentes dessa central desrespeitam votações da assembleia, agridem trabalhadores e traem greves e lutas. Não a toa foi a mesma CTB que foi protagonista junto com CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central em trair os últimos chamados de Greve Geral contra a reforma trabalhista e da previdência. A solidariedade aos trabalhadores da construção civil e a defesa da democracia operária, através da convocação de uma nova assembleia da categoria para garantir a continuidade do processo eleitoral, sem intervenção da justiça burguesa, é fundamental para que os trabalhadores possam tomar o sindicato nas suas próprias mãos e impedir que os bate paus da burocracia impeçam a realização e continuidade do processo eleitoral.




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