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MINAS GERAIS

Com Zema, MG foi o Estado com mais óbitos em 24h no país no último fim de semana

Segundo o boletim do Ministério da Saúde divulgado na noite de ontem, 14% do número de mortes no Brasil estão em MG, que está em estabilização no número de casos, mas em crescimento no número de óbitos. Essa dinâmica pode mudar o status de Estado com menor número de contaminados e mortos a cada 100.000 habitantes.

segunda-feira 17 de agosto| Edição do dia

Foto: Romeu Zema, governador de MG. O Tempo.

De sábado para domingo foram registrados 88 novos óbitos e quase 3.000 novos casos em Minas Gerais. Nas últimas 24 horas foram 91 mortes e 1.313 casos registrados. Hoje, o Estado registra 175.715 mil casos e 4.223 óbitos, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Segundo o boletim do Ministério da Saúde divulgado na noite de ontem, 14% do número de mortes no Brasil estão em MG, que está em estabilização no número de casos, mas em crescimento no número de óbitos. No Sudeste, onde está o epicentro da pandemia no país – São Paulo – MG foi o Estado onde a dinâmica da Covid-19 mais tardou a se agravar, mas agora é o único onde o número de mortes cresce a cada dia.

Essa dinâmica pode mudar o status de Estado com menor número de contaminados (712) e mortos (16,3) a cada 100.000 habitantes*, e MG está prestes a ultrapassar o número de óbitos da China, epicentro inicial da pandemia e que até hoje somou 4.634 mortes.


Casos e óbitos novos em MG, segundo semana epidemiológica de notificação, atualizados até a semana epidemiológica 32

Os números só mostram que uma suposta “boa gestão” por parte do governo estadual e de algumas prefeituras nunca passou de demagogia política desses representantes dos empresários subordinados a Bolsonaro. Romeu Zema, como está claro, é um capacho de Bolsonaro, tendo dito que ele não está fazendo um trabalho ruim no combate à Covid, e parece ignorar a pandemia ao utilizar apenas 7% do dinheiro destinado para a saúde de MG.

Até mesmo o prefeito da capital Belo Horizonte, Alexandre Kalil, conhecido por se opor ao negacionismo do governo federal, alegou que não tem nada a reclamar da forma como essa crise foi gerida. Do contrário, as trabalhadoras da saúde da cidade têm muito a reclamar, pois têm adoecido a falecido no combate diário à pandemia, sem EPIs, testes e licenças remuneradas para o grupo de risco.

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Se situação já é catastrófica com a enorme subnotificação que existe, é possível inferir que os números são ainda mais alarmantes. Quem mais sofre com a pandemia e a ganância capitalista, garantida por todos os governos, é o povo negro, os trabalhadores, profissionais da saúde, que são em sua maioria mulheres e os oprimidos em um Estado marcado pelas contradições sociais desde seu surgimento. Para mudar o rumo do futuro que os grandes empresários e seus políticos reservam para o povo mineiro, é preciso garantir verba para a saúde, auxílio emergencial de 2000 reais, proibição das demissões dentre outras medidas que poderiam ser tomadas se a prioridade não for o pagamento da dívida pública, e sim o verdadeiro e consequente combate à pandemia.

*Dados do último Boletim Epidemiológico Especial publicado pelo Ministério da Saúde. Contando o número de óbitos das últimas 24 horas o número de 16,3 aumenta para 20.




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