REFORMA TRABALHISTA

A reforma trabalhista ataca a licença maternidade: mães são obrigadas a deixar recém nascidos nas creches

Bebês são matriculados a partir dos 11 dias de vida.

terça-feira 10 de março| Edição do dia

Após a aprovação da reforma trabalhista, o número de crianças com menos de um mês matriculadas em creches de São Paulo subiu. Esse dado é um reflexo da precarização que essa reforma desencadeia. Trabalhadoras precisam abrir mão de seus direitos básicos se quiserem ter o que comer durante o mês.

Mães relatam a dor de deixar seus filhos com apenas alguns dias de vida na creche, de não acompanhar os primeiros marcos da vida dos recém-nascidos, de passar cerca de 12 horas longe dos bebês todos os dias. A maioria dessas mães são diaristas, faxineiras, cozinheiras ou preenchem outros cargos semelhantes. São mulheres, em sua maioria negras, que são as mais afetadas pela reforma.

Junto com esse aumento no número de recém nascidos matriculados, houve uma grande diminuição do número de pessoas na fila de espera para vagas nas creches de São Paulo. Dória mostra que quando é de interesses capitalista, se pode abrir vagas para a população, uma vez que isso da mais espaço para o avanço da retirada de direitos das trabalhadoras, mães desses bebês. Sobre o assunto, o Secretário Municipal da Educação, Bruno Caetano, afirmou que o ideal seria que essas crianças so preenchessem as vagas na creche a partir de 4 meses, mas que não se pode tomar uma medida burocrática para que se deixa mais de 2000 crianças sem o que necessitam.

O que Bruno chama de “medida burocrática” é nada mais nada menos do que direitos básicos. Segundo especialistas, esses meses em que as mães teriam licença maternidade são essenciais para a formação da criança, podendo ser muito prejudicial a falta deles.

A Reforma da Previdência de Dória, aprovada semana passada, só aprofunda mais a precarização da classe trabalhadora. Esse projeto ultra-neoliberal que Paulo Guedes, junto com Bolsonaro e Dória, vem impondo aos brasileiros, afeta até mesmo bebês, colocando um modo de vida desumano para as famílias pobres brasileiras. Precisamos responder à altura, construindo grandes atos nos dias 14 e 18M, que sejam organizados pela base pela UNE e pelos sindicatos, para que não sejam dias de luta isolados. Só uma união da juventude com a classe trabalhadora pode derrotar esses ataques.




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