INTERVENÇÃO FEDERAL NO RJ

Com Intervenção Federal no Rio, número de mortes por policiais é o maior nos últimos 5 anos

Desde o decreto de Temer impondo a intervenção federal no Rio de Janeiro o número de assassinatos em ações envolvendo a polícia civil, militar e as forças armadas não param de crescer, sendo o maior índice dos últimos cinco anos

quarta-feira 15 de agosto| Edição do dia

Desde o decreto de Temer impondo a intervenção federal no Rio de Janeiro o número de assassinatos em ações envolvendo a polícia civil, militar e as forças armadas não param de crescer, sendo o maior índice dos últimos cinco anos.

O decreto de Temer que impõe a intervenção federal Trata-se de um reacionário mecanismo constitucional que permite passar por cima do voto popular nos estados, continuando o golpe que sequestrou os votos populares em 2016 e agora com a condenação arbitrária de Lula que impede a população de votar em quem quiser.

A chamada “garantia da lei e da ordem” na realidade é a instalação do terror na vida dos moradores das favelas cariocas, onde o resultado é um saldo imenso de mortes. O número de assassinados entre janeiro e julho é o maior desde 2013, chegando a 127 mortes por mês, sendo até agora, 895 mortos.


fonte: G1

A crise do estado do Rio de Janeiro, criada pelos capitalistas e alimentada pelos governos que atuam em benefício daqueles, vem sendo descarregada nas costas dos trabalhadores e do povo pobre e negro das maneiras mais brutais. São famílias de trabalhadores destroçadas pela miséria, educadores aposentados ateando fogo em seu próprio corpo por não receberem salários, jovens negros e pobres sem nenhuma perspectiva enquanto aos capitalistas todas as benesses são permitidas, como a concessão de bilionárias isenções fiscais para os que mais lucram, entre inúmeros escândalos. Já para os trabalhadores e o povo pobre do Rio de Janeiro a única resposta que existe é a repressão, miséria, o assassinato de sua juventude pela polícia.

A Intervenção não veio para resolver o problema de segurança do Estado do Rio, mas, sim, para dar carta branca para que o aparato de repressão mate ainda mais trabalhadores pobres e reprima ainda mais as favelas que o capitalismo cria, como fica evidente com os mortes brutais ocorridas no Estado nos últimos meses, inclusive de Marielle e Anderson, e o aumento das chacinas feitas por polícias, milícias ou tráfico, contra os trabalhadores, é consequência natural disso.

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