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MEIO AMBIENTE

Com Governo Bolsonaro, gastos com a preservação ambiental são drasticamente reduzidos

Acatando a política de Bolsonaro, Ministério do Meio Ambiente (MMA), comandado pelo ministro réu Ricardo Salles, não utiliza recursos disponíveis para gestão ambiental e abre caminho para o agronegócio, literalmente, queimar a Amazônia.

quinta-feira 12 de setembro| Edição do dia

Dados obtido pela Secretaria de Orçamento Federal, mostram que os 25 milhões de reais previstos para as chamadas ações finalísticas, os objetivos principais do planejamento de políticas ambientais no Ministério do Meio Ambiente (MMA), sofreram um contingenciamento de R$17 milhões. Do reduzido orçamento de 8 milhões restantes, o Ministério fez uso de apenas 1,17 milhão, caminhando para o menor orçamento empenhado nessas ações em quatro anos. Dentro desta pasta, as políticas e estratégias de prevenção e controle do desmatamento receberam até o momento míseros 19 mil reais, em comparação aos R$ 176 mil empenhados no ano passado.

O resultado dessa política fica evidente no aumento de 82% das queimadas na Amazônia neste ano, resultado também do “dia do fogo” promovido por latifundiários no sudoeste do Pará. Bolsonaro e Salles dão aval a sede capitalista por lucro, colocando o meio ambiente como barreira para o desenvolvimento, aprovando o uso de 211 novos agrotóxicos, potencialmente cancerígenos, se opondo as demarcações e sendo a favor de regulamentar o garimpo em terras indígenas.

Fica evidente que a luta ambientalista tem que ser anticapitalista, pelo direito à terra e contra o latifúndio, pois vez este sistema, que trabalha sempre em prol do lucro, explora inconsequentemente o meio ambiente, às custas da classe trabalhadora. É essencial uma reforma agrária que acabe com os grandes latifúndios, com uma política de distribuição de terras, ao mesmo tempo que garanta a integralidade das terras indígenas e quilombolas.

Acabar com o desmatamento e lutar por uma organização racional da sociedade, bem como o uso da natureza, passa por enfrentar Bolsonaro, o agronegócio e as distintas alas do imperialismo no mundo reservam um futuro de miséria em prol de seus lucros. Assim como é necessário que os trabalhadores controlem os meios de produção e gerir para atender as necessidades do povo, possibilitando a perspectiva de um futuro sem exploração, que libere a realização da ciência, da arte, e do trabalho ao máximo das forças produtivas.




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