Educação

FUTURE-SE

Com Future-se, Weintraub planeja dar imóveis das universidades de presente às OS

Como se não bastassem todos os ataques que o governo Bolsonaro vem, desde o início do ano, desferindo sobre a educação pública, na quarta-feira, dia 17 de julho, o Ministério da Educação lança, para consulta pública até 15 de agosto, o Programa Future-se, data em que seguirá para aprovação no Congresso.

quarta-feira 24 de julho| Edição do dia

Como já denunciamos neste Esquerda Diário, o Programa Future-se, se aprovado, vai se configurar como um grande ataque à autonomia universitária, por meio da participação gestora e financeira de Organizações Sociais nas atividades de ensino, de pesquisa e de extensão nas Universidades e Institutos Federais de Educação. É um projeto de entrega total da universidade à empresas e interesses privados.

Dando imóveis das universidades de presente para empresários capitalistas

Além da entrada do capital financeiro nesses espaços, o que vai se caracterizar como uma visão mercadológica da educação pública, o texto do programa, também disponível na íntegra no site do G1 afirma que os imóveis de propriedade da União serão transferidos para o Ministério da Educação, a fim de que as OSs tenham uma garantia ao fazerem o investimento. 

Não contente com a transferência dos imóveis, estes poderão ser doados às Organizações Sociais. Weintraub demonstra a máxima que diz que fazer "caridade" com o dinheiro dos outros é fácil:

"O Ministério da Educação poderá doar, condicionalmente, bens imobiliários para as Organizações Sociais participantes do FUTURE-SE, desde que a rentabilidade da gestão patrimonial seja vertida para ações inseridas no âmbito das Ifes."

Mas "a rentabilidade da gestão patrimonial", segundo o projeto do Future-se, será controlada pelas próprias OS, que substituem a comunidade universitária na gestão de seu orçamento. Ou seja, o ataque não se dá simplesmente no campo ideológico e financeiro, mas também na doação dos bens, se configurando como um desmonte também material da educação pública. 

Com relação aos funcionários efetivos, o texto aponta que estes poderão ser cedidos às Organizações, desde que estas se responsabilizem pelo pagamento dos salários e dos encargos trabalhistas, não cabendo a eles o recebimento de proventos extras, visto que os funcionários em dedicação exclusiva não podem acumular função. Assim, o Estado também pretende se eximir da folha de pagamento e das responsabilidades com seus funcionários que poderão trabalhar, inclusive, sob as regras de cada OS.

Leia também: Conheça 5 ilegalidades propostas por Weintraub para as Universidades Públicas

Os ataques à educação pública federal são mais que escandalosos dentro do Programa Future-se. É imprescindível a organização da juventude junto com a classe trabalhadora, assim como foi visto nos atos de 15M e de 30M, para barrar esses ataques e promover uma educação que seja verdadeiramente a serviço da classe trabalhadora e de suas filhas e filhos.

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