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Com 4 anos de atraso, estação de metrô Higienópolis-Mackenzie é inaugurada

Após quatro anos de atraso, a estação Higienópolis-Mackenzie foi inaugurada nessa terça (23) no centro de São Paulo e, pelo menos até o dia 3, ela funcionará em horário reduzido das 10h às 15h.

terça-feira 23 de janeiro| Edição do dia

A linha 4 é a primeira linha construída em Parceria Público Privado (PPP) e desde o começo já apresentou problemas. Em 2007 se abriu uma cratera na estação pinheiros do metrô que matou 7 pessoas e ainda hoje, casas apresentam rachaduras na região.

Apesar de ser vendida pelo governo para a população como "a melhor linha de São Paulo", com o objetivo de reforçar e ganhar apoio para as PPP, a linha amarela possui altos índices de atrasos na entrega de novas estações, problemas estruturais no entorno como rachaduras em casas e calçadas ao redor que apresentam risco a população, alagamentos que costumavam acontecer na estação pinheiros, além de frequentemente fecharem trechos da linha para reformas e finalização das obras atrasadas, atrapalhando os usuários.

Os problemas estruturais não são os únicos problemas da linha 4. Os trabalhadores da ViaQuatro são contratados via serviço privado, recebendo salário menor e menos benefícios que um metroviário costuma ganhar pelo mesmo serviço, além de não terem o direito de se filiarem ao sindicato dos metroviários, separando a categoria e dificultando a organização dos trabalhadores para resistir aos ataques.

Tanto os problemas estruturais, quanto a precarização dos funcionários do metrô acontecem porque, uma vez privatizada, a linha atende aos interesses dos empresários e tem como objetivo o lucro, e não a locomoção segura dos usuários, bem como condições adequadas de trabalho para aqueles que a constroem. E o governo corrobora com isso abrindo licitações para leilões com o objetivo de privatizar ainda mais linhas, engordando o bolso dos empresários sem reverter em melhorias para a população.

É necessário que todo metrô seja estatizado sem interferência de empresários. Mas não que seja administrado por esse governo atolado em corrupção, mas sim pelos trabalhadores e usuários que usam e pagam por ele. Só assim, o metrô atenderá às necessidades da população, subvertendo a lógica do lucro que o governo Alckmin quer aplicar.




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