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CORONAVÍRUS

Com 3828 mortes na cidade, Crivella reabre economia para atender empresários

Começou a valer hoje (02) o plano de reabertura do prefeito Crivella no Rio de Janeiro, cidade que já bate recorde em números de mortos. Apenas no dia de hoje foram registradas 224 mortes no estado.

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

Mesmo em um cenário onde a cidade acumula milhares de óbitos, já ultrapassando 5 mil mortes, Crivella anunciou seu plano de reabertura, que começou a valer hoje e que, segundo o prefeito, seria “lenta, gradual e com segurança”, com previsão de que sejam concluídas todas as seis fases da abertura até agosto e teria como centralidade a retomada das atividades econômicas da cidade.

O prefeito disse que a decisão da abertura aconteceu pois, de acordo com ele, não há mais filas em UTIs da rede pública municipal. Porém, no início de maio, chegou a somar mais de mil pessoas na fila de espera por leitos que foi resultado do atraso na entrega dos hospitais de campanha, que deveriam estar prontos até o dia 30 de abril, mas até agora nem todos foram entregues. E também não se sabe ao certo qual os números reais de contaminados e mortos pelo coronavírus, pois além de não ter testagem massiva, a prefeitura mudou o método de contagem para omitir os dados reais e fortalecer seu argumento para a reabertura.

Agora Crivella diz estar preocupado com os efeitos do afastamento social na população, mas não garantiu, assim como Bolsonaro e os governadores, condições básicas como testes para todos, nem EPIs, leitos e contrações imediatas na área da saúde. Crivella também, em meio a pandemia, deixou os servidores sem salários, não pagou os adicionais aos trabalhadores da saúde e atrasou os seus salários, garantiu abertura das igrejas em meio ao pico de contágio e fez acordos com empresários para reabertura do comércio, entre diversos outros casos.

O plano de reabertura do Crivella não diz nada sobre realização de testes, distribuição de equipamentos e entre outras medidas necessárias para a proteção da população. Os interesses do Crivella se escancaram com seu plano de reabertura que mostra como ele nunca esteve preocupado com os trabalhadores e os mais pobres, que assim como Witzel, que está dando apoio e ajudando a alinhar, seus interesses são garantir que os patrões sigam lucrando e que a classe trabalhadora pague com suas vidas a crise que se intensificou com a pandemia.

Para que não sejam os trabalhadores, com suas vidas, a pagarem pela crise gerada pela ganância capitalista, é preciso batalhar por testes massivos para a população, pela reconversão da indústria, estatização de todos os leitos e centralização do sistema de saúde de forma 100% estatal, sob o controle dos trabalhadores. Para combater essa realidade, é essencial pensar uma saída independe e da classe trabalhadora, exigindo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde a população decida os rumos do país, sem confiança nos setores da direita, como STF, Maia e os governadores, nem no negacionismo de Bolsonaro.




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