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Colômbia: mobilização massiva de estudantes é brutalmente reprimida

Mais uma vez milhares de estudantes saíram para se manifestar nesta quinta-feira contra as condições de precariedade e abandono na educação pública, no marco da quinta semana de manifestações no regime liderado por Duque, que respondeu com repressão.

sábado 17 de novembro| Edição do dia

Em um novo dia de luta liderado pelos estudantes do principal centro universitário de educação, milhares de jovens levantaram suas reivindicações na quinta-feira por melhores condições de educação, tão esquecidas pelas autoridades e pelo governo, que não mostraram outra face a não ser o da repressão que no final do dia voltou a mostrar sua disposição nula para atender a problemática e responder com a prisão de vários alunos e participantes da marcha.

Até hoje é necessário agregar a participação de contingentes importantes por parte dos sindicatos que também vêm enfrentando condições precárias no âmbito de trabalho, e que vêem na luta dos estudantes uma opção de aglutinar-se para enfrentar o conjunto dos planos do governo colombiano.

A impopularidade do regime liderado por Ivan Marquez Duque tem sido prejudicada por suas políticas e ajustes e profundamente impopulares como o recente aumento do IVA, que não só foi rejeitado por setores organizados, incluindo as próprias escolas tomadas e os sindicatos opositores, mas também para um amplo espectro da população que vê nessas medidas um agravamento de suas condições de vida para as quais dificilmente deixa qualquer outra opção além do apoio e simpatia para aqueles que pretendem confrontá-la.

A resposta por parte das convocatórias "fora da ordem" não foram uma surpresa, embora a mobilização começou pacificamente ao longo do trajeto elementos do Escuadrón Móvil Antidisturbios (ESMAD) foram acionados e voltaram a reprimir os estudantes no final do ato. Por meio de um ato de provocação em que foram usadas bombas intimidadoras e força policial, eles prenderam cerca de 6 participantes e feriram dezenas mais.

Esta situação mostra, por um lado, a combatividade intacta que existe dentro das fileiras dos estudantes mobilizados, bem como uma crescente simpatia entre os grandes setores da população, incluindo os destacamentos da classe trabalhadora, bem como a total intolerância por parte do governo nas mãos dos principais partidos que não mexeram um dedo para dar uma saída a essa nova crise que ainda apresenta características de continuidade.

Espera-se que as ações continuem no que pode ser considerado um semestre de luta pelo setor estudantil, neste caso também pela libertação de presos que, sem dúvida, tem um eco de simpatia e apoio nacional e internacional.




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