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Colombia: Mulher trans tem atendimento negado por ser HIV positiva, e morre por COVID-19

40 minutos. Foi a diferença de tempo entre o momento em que Alejandra Monocuco teve seu atendimento recusado em Bogotá, e seu falecimento. Alejandra era uma mulher trans, de 39 anos, colombiana, e não foi atendida por ser HIV positiva.

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

O caso brutal de negligência, fruto de um antigo e retrógrado preconceito, tirou a vida de mais uma mulher trans. “Quando a equipe da ambulância foi informada de que Alejandra tinha HIV, eles se retiraram. Eles disseram que não era nada sério”, disse Juliana Salamanca, da rede Trans Community.

Segundo Juliana, a equipe da ambulância parecia alarmada antes de ser informada que Alejandra era HIV positiva, mas o tratamento mudou no momento em que receberam esta informação.

“Este caso mostra como as pessoas trans são tratadas em Bogotá”, disse Juliana. Infelizmente este tipo de postura não é exclusiva de Bogotá, mas é parte de um preconceito estrutural com a população trans ao redor do mundo.

“Alejandra Monocuco foi morta por transfobia. Quando preciso de assistência médica, eles ligaram para o 123 e se recusaram a atendê-la por ser HIV positivo. Não sendo suficiente, foram necessárias 15 horas para levantar o corpo”.

O caso de Alejandra mostra que se depender dos governos, aqueles que antes da pandemia já pagavam com suas vidas o preconceito do capitalismo, seguirão pagando, e ainda mais. Negros, mulheres, LGBTs, são os primeiros na fila do descaso de governos ao redor do mundo inteiro.




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