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FRANÇA

Coletes amarelos homenageiam secundaristas brutalmente reprimidos pela polícia

Manifestantes reproduziram as indignantes cenas nas quais a polícia enquadrou centenas de jovens secundaristas da Mantes-la-Jolie, ajoelhados frente a uma parede com as mãos na nuca.

segunda-feira 10 de dezembro de 2018| Edição do dia

A escalada repressiva do governo de Macron não pôde frear os “coletes amarelos”, que saíram massivamente às ruas junto a diferentes setores de trabalhadores e estudantes que apoiam suas demandas e somam com as suas. Pelo contrário, só aumentou a raiva da população contra um governo cada vez mais impopular.

França assistiu atônita um vídeo que viralizou, no qual se podem ver policiais rendendo a mais de cem jovens menores de idade, ajoelhados contra uma parede, com suas mãos nas costas ou cruzadas atrás da cabeça, em um pátio de uma escola.

A comoção se expressou nas ruas. Diferentes setores de manifestantes reproduziram estas indignantes cenas nas ruas, em uma evidente homenagem aos combativos jovens secundaristas que saíram massivamente às ruas para defender as condições de entrada nas universidades.

Trabalhadores do Hospital Universitário de Toulousse recriaram a cena, ajoelhados com as mãos na cabeça, na mesma posição que os secundaristas tiveram que permanecer sob controle policial.

Também os ferroviários de Mantes-La-Jolie, mesmo bairro da escola dos secundaristas do vídeo, fizeram sua homenagem, expressando sua solidariedade.

A cena se repetiu na entrada do mercado de Natal Amiens, onde os manifestantes também se ajoelharam com as mãos na nuca.

Em Marsella, em frente à delegacia, os coletes amarelos se ajoelharam com as mãos na cabeça e cantaram “Escolas com nós!” antes de entoar a Marsella.

Em Saint Lazare, a manifestação fez uma parada para homenagear os secundaristas de Mantes-La-Jolie.

A solidariedade cruzou fronteiras e até me Munique, Alemanha, onde uma manifestação de refugiados contra o racismo de Estado declarou também sua solidariedade com o movimento na França imitando a brutal cena.

Tradução de La Izquierda Diario.




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