Internacional

FRANÇA - ATO V

Coletes Amarelos, Ato V: acompanhe minuto a minuto

Os Coletes Amarelos voltam a tomar as ruas da França neste sábado, constituindo a quinta jornada de protestos. Apesar da manobras do governo e de sua estratégia repressiva, o movimento segue nas ruas.

sábado 15 de dezembro de 2018| Edição do dia

Foto de capa: REUTERS/Benoit Tessier

Obs: Horário de Paris, +3 horas em relação ao horário de Brasília

18:00 Desde de manhã, a grande mídia tentou tornar o protesto dos coletes amarelos invisível, escondendo o fato de que a polícia impediu centenas de manifestantes de entrar em Paris.

Já entrando na noite se pode ver a saturação de forças repressivas na capital para impedir o protesto, um estado de emergência de fato contra os manifestantes, a única resposta dada pelo ajustador Macron.

15:30 Coletes Amarelos, estudantes e trabalhadores de vários setores protestam em Paris ante a uma grande operação policial. Novo informe ao vivo dos Champs Élysées de Révolution Permanente.

14:50 começou a mobilização em Bordeaux. Como na semana passada jovens estudantes secundaristas e universitários se juntam aos coletes amarelos.

14:20 Grupos de manifestantes chegam ao redor dos Champs Élysées no meio de uma forte operação repressiva. A polícia lança spray de pimenta e prendem os Coletes Amarelos para tentar intimidar e impedir que elas atinjam a artéria central.

13:50 A polícia montada (a cavalo) chega à Praça da Ópera em Paris e, poucos
minutos depois, granadas de gás lacrimogêneo são ouvidas e detenções de manifestantes são feitas. Vários grupos de Coletes Amarelos, estudantes e ferroviários conseguem avançar para a Praça da República.

Com um claro objetivo de intimidação, nos Champs Élysées, a polícia civil faz prisões e verifica os pertences dos manifestantes.

13:35 Meia hora antes de começar a principal manifestação na cidade de Toulouse, a polícia, que implantou uma operação para militarizar a cidade, está confiscando todos os suprimentos e pertences dos Médicos das Ruas. Se tratam de profissionais e estudantes que participam voluntariamente das manifestações para atender e assistir os feridos. Ao mesmo tempo em que a polícia se prepara para reprimir, impede que os médicos comparecerem aos manifestantes.

13:08 Um ato improvisado se realiza na frente do edifício da Opéra, em Paris, e os manifestantes fazem um minuto de silêncio em homenagem às vitimas do recente ataque em Strasbourg e também aos e às Coletes Amarelos que morreram durante as manifestações das últimas semanas.

12:38 Em Paris, a polícia antidistúrbios, com tanques e carros hidrantes, segue bloqueando o caminho dos manifestantes reunidos em frente a Estação Saint Lazare e na Opéra. O objetivo é evitar a convergência das distintas colunas na Champs Elysées para que o Governo possa dizer que não havia manifestantes.

12:10 Em Toulouse os manifestantes realizam bloqueios e a polícia militariza o centro da cidade. As ações dos Coletes Amarelos começaram às 10 da manhã (horário na França) com bloqueios de estradas e pedágios. Depois da ação da semana passada, que terminou com várias barricadas no centro, o governo militarizou a cidade com milhares de policiais, tanques blindados e carros hidrantes. A mobilização central está prevista para às 14 horas.

11:44 A polícia está bloqueando a passagem do bloco conjunto de ferroviários, trabalhadores do correio, estudantes universitários e secundaristas, coletivos antirracistas e de esquerda, reunidos na frente da Estação Saint Lazare, em Paris.

11:25 Depois de serem bloqueados pela polícia antidistúrbios durante mais de uma hora na Champs Elysées, um grande número de Coletes Amarelos se dirigem até o Arco do Triunfo no centro de Paris. Informação: Libération.

10:47 Confluência das lutas: pelo terceiro sábado consecutivo, numerosos manifestantes se reúnem em frente a Estação Saint Lazare, respondendo ao chamado unitário de vários grupos e organizações de esquerda: ferroviários associados na Coordenação de Estações, o Comitê Justiça por Adama (um jovem morador do perímetro urbano de Paris assassinado pela polícia racista) , estudantes universitários e secundaristas, o NPA [Novo Partido Anticapitalista], etc. Marcharão de forma conjunta propondo somar forças entre os trabalhadores, os estudantes e os Coletes Amarelos.

“Contra Macron, Macron, presidente do patrão... greve geral, é a solução!”, gritavam os trabalhadores dos correios, os ferroviários e os estudantes em frente à Estação Saint Lazare.

10:45 Paris: Coletes Amarelos na praza da Opéra frente a uma fileira da cavalaria da polícia. Os CRS (polícia antidistúrbios) formam barreiras para filtrar a passagem de pessoas em cada uma das ruas da proximidade.

10:35 Paris: Ação simbólica de mulheres vestidas de Marianne em frente à força policial na Champs Elysées.

10:31 Os Coletes Amarelos já se mobilizam em Paris no marco de um forte aparato policial.

https://www.pscp.tv/RTenfrancais/1vAxRymONbXJl?t=4h25m17s

10:10 Forte aparato policial na França nesta quinta jornada de mobilizações dos Coletes Amarelos. Neste sábado serão mobilizados 89.000 agentes da CRS (polícia antidistúrbios) em todo o país, contando 8.000 em Paris. Os 14 tanques blindados da força da ordem voltaram a sair nas ruas da capital. Cada um desses tanques tem capacidade de lançar o equivalente a 200 granadas de gás lacrimogêneo ao mesmo tempo, em uma superfície de até quatro hectares. O prefeito de Paris pretende usar essas armas de guerra para controlar os Coletes Amarelos, com o apoio do coronel Richard Carminache, especialista policial da gendarmerie nacional. Às 10 horas da manhã, 10 detentos foram relatados em Paris. O dia 8 de dezembro terminou com mais de 1500 detidos em todo o país e muitos manifestantes gravemente feridos.

10:00 Seté [Região Occitana no sul da França]: o porto de Seté esteve bloqueado desde a manhã de quinta-feira até a noite de ontem pelos estivadores e operadores de grua da CGT [Confederação Geral do Trabalho] em uma greve nacional.

Os Coletes Amarelos voltam a tomar as ruas da França neste sábado em sua quinta jornada de protestos
Após a mobilização do último sábado (8), o governo francês, que dois meses atrás se apresentava como inquebrável, se viu pela primeira vez obrigado a retroceder.

No entanto, nem as manobras, nem as migalhas oferecidas pelo governo de Macron parecem ter afetado a determinação dos Coletes Amarelos que chamaram para continuar massivamente nas ruas neste sábado, dia 15 de dezembro.

O governo francês persiste em sua estratégia de provocar medo e tensão para minimizar o alcance da mobilização dos Coletes Amarelos e, para isso, tento diversas manobras.

Por um lado,[ Macron decidiu manter a enorme operação policial instalada no sábado passado-?http://www.laizquierdadiario.com/Francia-otra-vez-militarizada-quinta-jornada-de-protesta-de-los-chalecos-amarillos], reforçando-a em algumas cidades, como Toulouse.

Também usou o repúdio ao ataque em Strasbourg como chantagem moral para acabar com a mobilização.

A radicalidade e determinação do movimento dos Coletes Amarelos revelaram as fraquezas do governo Macron. O primeiro retrocesso do governo, apesar de insuficiente e muito aquém da ira e do descontentamento expressados nas ruas, mostra que o governo, que se mostrava como “jupiteriano” até poucos meses atrás, não é indestrutível e que é a mobilização o que pode fazê-lo ceder.

O governo se encontra mais débil do que nunca, tem muito a perder e existem brechas reais que podem permitir ir mais além das medidas anunciadas. As migalhas consentidas pelo governo buscam apaziguar os ânimos para salvar o conjunto do plano neoliberal que ele está determinado a implementar.

Portanto, a ampliação do movimento é fundamental, assim como o desenvolvimento de sua organização e seu fortalecimento nos lugares de trabalho.A convergência dos Coletes Amarelos com os estudantes e a combatividade dos jovens secundaristas nas ruas é uma tendência muito progressista nesse sentido.

Nos últimos dias, desenvolveram-se várias reflexões no interior do movimento dos Coletes Amarelos sobre a necessidade de parar a economia e o aspecto estratégico.
Ações dirigidas a bloquear os principais centros econômicos ou parques industriais se multiplicaram: Louis Vuitton, Monsanto, Amazon, Airbus são exemplos que ilustram uma mudança no nível de consciência dos Coletes Amarelos.

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Apesar da falta de clareza na política dos dirigentes sindicais, essas ações desafiam os trabalhadores a se unirem à batalha e à greve, e poderiam dar um salto se o movimento operário declarar greve, em unidade com os Coletes Amarelos, estabelecendo as bases para derrotar a política de Macron.




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