Educação

GREVE DOS PROFESSORES

Colégio de SP tenta usar a greve dos professores pra lucrar e leva enxurrada de críticas

O colégio Augusto Maia se apoia no drama dos professores, que estão mostrando uma forte disposição de luta contra o sampaprev do Doria, para fazer propaganda publicitária.

sábado 17 de março| Edição do dia

Os professores municipais de São Paulo paralisaram 93% das escolas e realizaram um ato massivo contra o Sampaprev, projeto de mudança da previdência dos funcionários públicos que fará com que trabalhem ainda mais e até a morte.

Este projeto ainda mais cruel que a Reforma Trabalhista de Temer foi o estopim para a mobilização dos professores, que sofreram forte repressão da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na câmara de São Paulo, tomou as ruas na quinta-feira (15) mostrando uma grande força de luta.

Diante deste cenário intenso, o colégio particular Augusto Maia, na Zona Leste de São Paulo, utilizou de maneira completamente reacionária a luta dos professores contra o Sampaprev para fazer propaganda para seu colégio.

A postagem feita no Facebook do colégio gerou uma forte indignação e foi bombardeada de comentários de professores e apoiadores da luta, rechaçando o nível de reacionarismo do colégio e a publicidade vergonhosa apoiando-se numa luta em resposta à um ataque brutal de Doria contra os servidores.

Veja abaixo a propaganda que o colégio publicou:

É escandaloso que o colégio particular, que fazem da educação uma mercadoria, mirem o lucro se apoiando num ataque brutal contra os servidores, e principalmente os professores, que serão atingidos em cheio com o sampaprev.

Colégio Augusto Maia: coleção de reacionarismo

Preocupantemente, a postagem do colégio Augusto Maia sobre professores é uma das inúmeras pérolas reacionárias que a escola coleciona. O colégio também lançou, junto à escandalosa campanha se apoiando no drama dos professores, uma propaganda absurda para policiais intitulada "Promoção Tiro Certo".

Enquanto o Rio de Janeiro é atravessado por uma intervenção federal, que vem lavando o Estado de sangue negro e periférico, como o emblemático caso de Marielle que ocorreu à poucos dias, o colégio faz uma campanha publicitária para filhos de policiais com um slogan complemente absurdo.




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