Política

COLAPSO NACIONAL

Colapso nas UTI’s, crianças morrendo e desemprego, mas prioridade de governos são reformas

sexta-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Bolsonaro e Artur Lira durante entrega do Projeto de Lei que torna os Correios uma Sociedade de Economia Mista / Isac Nóbrega/PR

Estamos vivendo um colapso nacional do sistema de saúde. Já são 17 capitais praticamente colapsadas, batemos o recorde de mortes pela covid em um dia (1528) e cenas que víamos em Manaus no ano passado estão chegando a diferentes lugares. Com a abertura insegura das escolas, já são incontáveis denúncias de professoras e crianças adoecendo e morrendo, como foi o caso de uma aluna de 13 anos em Campinas que recentemente faleceu. Batemos o recorde de desemprego da história da série começada em 2012.

O Brasil está na UTI, sem auxílio emergencial e Bolsonaro, o Congresso, poder judiciário e governantes têm como prioridade a aprovação das reformas neoliberais para tirar ainda mais dinheiro da saúde e educação, privatizar tudo o que puderem e fazer o povo sangrar. Enquanto isso, os lucros dos grandes empresários e bancos seguem preservados.

PEC Emergencial, PEC do Pacto Federativo, privatização da Eletrobrás e dos Correios, venda de refinarias da Petrobrás, aumento dos preços dos combustíveis, fim do auxílio emergencial… a lista de maldades é tão grande quando o negacionaismo do presidente. O Acre exibe cenas de barbárie inéditas com médicos atendendo bebês em meio a enchentes devastadoras, com o povo adoecendo de dengue e covid ao mesmo tempo. Manaus é uma tragédia que não parece ter fim. As aberturas de escolas de forma insegura, espalhadas pelo país, estão multiplicando os números de mortos, chegando inclusive a adolescentes e crianças.

- Transformar a tristeza e a raiva em luta em organização

Mas erra quem achar que a raiz do problema reside apenas no troglodita empossado – os militares são peça chave desse macabro xadrez, o Congresso Nacional lidera as reformas, o STF abençoa as privatizações de Paulo Guedes e prefeitos e governadores (como Dória, Zema, Paes e mesmo os do PT) seguem a cartilha neoliberal em seus respectivos estados e municípios. Há atritos entre esses atores, mas estão unidos para despejar as reformas sobre nós. Por isso é preciso canalizar todo o ódio que há a essa situação para resistir agora, não esperar 2022.

- As disputas entre o STF e as Forças Armadas reatualizam a luta contra o regime do golpe institucional.




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