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O QUE ACONTECEU COM SANTIAGO MALDONADO?

Clarín: três meses de mentiras e manobras no caso de Santiago Maldonado

“O grande diário argentino” foi um dos principais aliados do governo para tentar encobrir a desaparição forçada por parte da polícia argentina.

quinta-feira 19 de outubro| Edição do dia

Desde o governo argentino se disse que Santiago estava em Entre Rios comprando materiais de artesanato, que foi a San Luis cortar o cabelo, que em um povoadinho de Córdoba todos eram parecidos a Santiago Maldonado. Há alguns dias a candidata e porta-voz do governo, Lilita Carrió, disse que ele estava no Chile. Não contente com isso teve a audácia de fazer piada sobre o corpo encontrado comparando-o com Walt Disney.

Porém, depois da conferência de imprensa da família de Santiago saiu pedindo desculpas pelo twitter. Eles tinham consciência de que o que diziam era para desinformar e os meios hegemônicos disseminavam falsas informações conscientemente e de má fé.

O Clarín foi um dos principais operadores políticos para ocupar o papel de desinformar, confundir ou gerar um senso comum reacionário, criminalizando a Santiago Maldonado e sua luta, disseminando pistas falsas ou até mesmo inventando conceitos na investigação como fez o jornalista Claudio Andrade em uma nota publicada ontem.

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Durante a investigação de sete policiais envolvidos no caso Maldonado, o oficialismo buscou demarcar responsabilidades políticas. O diário que responde a Magnetto o comparou com o caso Carrasco onde os altos responsáveis ficaram impunes para assim desviar a atenção das responsabilidades políticas de Bullrich Noceti e companhia, e a dos chefes da força repressiva.

Cambiemos, junto às corporações tentou demonizar a manifestação social, justificou mais de uma vez a repressão a comunidade mapuche e os organismos de DD HH. Desde 1º de agosto, dia em que desapareceu o jovem Santiago Maldonado foi construído um discurso de estigmatização política, o nomearam de artesão e tatuador como se fosse inferior por isso, terrorista da RAM, entre outras coisas, porém não lhes falhava a defesa do papel da polícia a cargo da ministra Patricia Bulrich.

Tradução: Zuca Falcão




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