Política

CIRO GOMES

Ciro: possível candidato do petismo a 2018 apoia agressor de mulheres no Rio

Ciro Gomes vem ganhando expressão como sendo um político que “destoa” dos outros políticos burgueses, fazendo declarações contra o golpe, discursos polêmicos contra membros da oligarquia política e econômica brasileira e, assim, ganhando a simpatia de setores sinceros contra o golpe. Mas aqui já mostramos que sua política tem classe, e não é a classe trabalhadora.

quarta-feira 17 de agosto| Edição do dia

Já fizemos aqui um histórico político de Ciro Gomes mostrando o caráter de classe de suas políticas, que sempre estiveram ao lado dos empresários, em defesa de interesses burgueses, como por exemplo quando foi governador do Ceará e declarou ao Roda Viva que não admitiria nunca uma greve que parasse a produção do país. Ou seja, desde o início de sua carreira política ainda no PDS (recém desmembrado do antiga Arena), passando pelo PMDB, PSDB, PSB, PPS e hoje no PDT, sempre esteve contra os interesses da classe trabalhadora, como é de se esperar dos políticos ligados aos partidos da direita golpista.

Agora Ciro, que está sendo cotado para possível candidato do petismo em 2018, mostra que sua política para os empresários não ficou no passado. Em um evento ontem, o ex-ministro declarou seu apoio à Pedro Paulo (PMDB) para a prefeitura do Rio. Não apenas Ciro apoia a continuidade de um governo privatista e repressor com um candidato agressor de mulheres, como seu partido (PDT) encabeça a vice-prefeitura, construindo uma chapa junto com os golpistas do PMDB – que Ciro tanto chamou de “quadrilha”, dizendo que Michel Temer, que é apoiado por Pedro Paulo, é um “traidor, salafrário e corrupto”.

Ciro Gomes declarou ainda que "Nós ouvimos muita gente, eu tinha muitas amizades e simpatia por muita gente, mas chegamos a conclusão de que o melhor para o Rio é o Pedro Paulo, pouco importa essa contradição da política nacional”. Suas posições no Rio de Janeiro, ignorando propositalmente a conjuntura política nacional, mostram que suas “duras críticas” e polêmicos discursos não passam de palavras ao vento e o político nunca deixou de ser parte dessa direita que governa para os ricos.




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