Política

PASTOR E EXÉRCITO UNIDOS

Cínico Tweet de Malafaia demonstra seu apoio ao exército, à ditadura e à prisão de Lula

Malafaia, que recentemente se declarou como apoiador oficial da candidatura de Bolsonaro para a presidência, agora também declarou seu apoio às declarações de General Villas Boas. Em uma declaração no Twitter, o pastor felicitou o General por suas recentes declarações dizendo que o exército está a favor do povo e contra a impunidade.

quarta-feira 4 de abril| Edição do dia

O General Villas Boas, conhecido por suas ameaças, reivindicação de uso da força do exército em conflitos sociais e políticos, insinuações e defesa de torturadores e da ditadura militar, recentemente deu mais uma declaração hipócrita e reacionária. Em um tweet na última terça-feira (3), o General afirmou que o exército brasileiro defende o povo e é contra a impunidade. Afirmando que o exército defende o “respeito à Constituição, à paz social e à Democracia” e ao mesmo tempo “se mantém atento às suas missões institucionais”, Villas Boas teve o claro objetivo de pressionar pela decisão do STF pela não aceitação do habeas corpus de Lula.

Malafaia, também velho conhecido por suas posições retrógradas machistas, racistas e LGBTfóbicas, e que recentemente oficializou seu apoio à candidatura do reacionário Bolsonaro, não tardou em declarar suas felicitações ao General. Em tweet na noite da mesma terça-feira (3) destilou seu discurso de ódio, acusando uma suposta “mídia esquerdopata” de denunciar injustamente o General como criminoso defensor da ditadura militar. O pastor afirmou que não existe crime nenhum em dizer que o exército está a favor do povo e contra a impunidade.

Hipócritas, o general e o pastor defendem a impunidade que lhes convém. Nenhuma palavra sobre o Coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar que morreu aos 83 anos em 2015 sem nunca ter sido punidos por seus crimes, e que hoje é defendido e homenageado inclusive pelo candidato que Malafaia apoia, Jair Bolsonaro. Nenhuma palavra sobre todos os torturadores, estupradores e assassinos da ditadura militar que seguem impunes.

Frente às recentes declarações do exército, ao assassinato de Marielle, ao atentado da extrema direita, à intervenção militar no RJ e aos ajustes do governo golpista, se torna cada dia mais necessária a exigência às centrais sindicais para que mobilizem suas bases, e que os trabalhadores tomem em suas mãos a luta contra a direita, contra a condenação arbitrária de Lula e pelo direito do povo votar em quem quiser.




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