Educação

LUTA CONTRA BOLSONARO

Ciências Sociais, História e Serviço Social da PUC-RIO votam indicativo de paralisação contra os ataques a educação

Os estudantes dos 3 cursos votaram o indicativo de paralisação para a Greve Nacional da Educação que ocorrerá dia 15 de maio e também uma exigência ao DCE para que convoque uma assembléia geral para massificar a luta contra os ataques de Bolsonaro a educação.

quinta-feira 2 de maio| Edição do dia

Estudantes dos 3 cursos definiram, em assembléia conjunta no dia 2 de maio, quinta feira, fazer novas assembleias em cada curso para definir se irão aderir a paralisação do dia 15 de maio, que está sendo convocada como uma Greve Nacional da Educação pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Também se votou desde essa reunião uma exigência para que o DCE levante uma assembleia geral de todos os cursos para que os estudantes possam se colocar para lutar contra os ataques do Governo Bolsonaro. Pautas de organização interna dos estudantes também foram debatidas.

Desde o inicio do Governo, uma de suas principais pautas é a perseguição aos professores, tratados como bodes expiatórios e párias da nação. Na semana passada, o governo anunciou que quer retirar investimentos no curso de Filosofia e Sociologia, em clara sinalização contra o pensamento crítico. No dia 30 de abril, Bolsonaro anunciou ataques na UFF, UNB e UFBA por "balbúrdia", que logo depois foi generalizada como um corte de 30% para todas as universidades federais.

A Greve Nacional da Educação que foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) está sendo votada e referendada em diversas escolas e universidades.

Massificar a luta contra Bolsonaro a partir de cada local de trabalho e de estudo!

É essencial que os estudante entrem em cena num momento de tremenda divisão e desentendimento entre os de cima. Até agora viemos sendo reféns da passividade da oposição que vem atuando com a estratégia parlamentar de "espera passiva" pelo desgaste do governo por si mesmo. No entanto, está clara a impossibilidade de barrar Bolsonaro e a reforma da previdência, que é alentada por todos os setores da burguesia nacional e internacional, somente pelo parlamentarismo. É necessário que a classe trabalhadora entre em cena e que o terreno da luta de classes se desenvolva para barrar a reforma da previdência, o principal eixo do governo, que vai nos fazer trabalhar até morrer. A mobilização da juventude, a partir de cada local de trabalho e de estudo, pode ser um fator fundamental para que isso ocorra, tendo uma responsabilidade enorme de se colocar em um momento político tão agudo quanto o que o país vive.

Os estudantes da PUC-RIO tem que ser linha de frente da luta contra o Bolsonaro. Uma paralisação de diversos cursos na Greve Nacional da educação será uma oportunidade decisiva para que isso ocorra e que sejamos exemplo para contagiar outros setores a lutarem também.




Tópicos relacionados

Governo Bolsonaro   /    Comitês contra Bolsonaro   /    PUC-RIO   /    Greve   /    Educação

Comentários

Comentar