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Choque de otimismo de Alckmin é usar a repressão para aprovar a Reforma da Previdência

Geraldo Alckmin deu entrevista à Radio Bandeirantes onde afirmou que "É possível melhorar receita e cortar o déficit de R$ 140 bilhões em dois anos. Acredito que se formos eleitos, vai ter choque de otimismo, a Bolsa vai subir, haverá confiança que País não vai quebrar e vai fazer a lição de casa". Seu choque de otimismo será reprimir os trabalhadores e a população para que a Reforma da Previdência seja aprovada.

terça-feira 31 de julho| Edição do dia

Na manhã de hoje, Geraldo Alckmin deu entrevista à Radio Bandeirantes onde afirmou que "É possível melhorar receita e cortar o déficit de R$ 140 bilhões em dois anos. Acredito que se formos eleitos, vai ter choque de otimismo, a Bolsa vai subir, haverá confiança que País não vai quebrar e vai fazer a lição de casa". É preciso entender para quem Alckmin está dirigindo esta afirmação, certamente não são os trabalhadores.

Todos os dias na mídia, as projeções de crescimento econômico do país são refeitas reduzindo as expectativas, assim como a taxa de desemprego continua altíssima e os empregos gerados são precários e com baixos salários. A economia do país e do mundo não anda bem, o sistema capitalista também não. Frente a essa crise mundial, os países imperialistas - como EUA e Alemanha - buscam impor aos países semi-coloniais - como a Grécia, o Brasil e a Argentina por exemplo - que adotem políticas mais duras contra seus trabalhadores, privatizações para escoar riquezas naturais, afrouxamento de leis que permitam aprofundar a espoliação e, dessa forma, aumentar seus lucros. Uma das vias mais importantes de garantir esse “roubo” consentido pelos partidos da ordem é a dívida pública.

Ao Brasil, o imperialismo impõe a seguinte cartilha: manter o superávit primário para pagar a dívida pública, ao que Alckmin se refere como “cortar o déficit de R$140 bilhões” e “fazer a lição de casa” para o “país não quebrar”. Como fez Temer com a PEC 55 que reduziu os gastos com saúde e educação para garantir que, mesmo o país produzindo menos em virtude da crise econômica, a dívida pública fosse paga.

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O que o presidenciável está dizendo é que não importa quantas pessoas ficarão sem moradia, emprego, morrerão de fome ou de frio pelas ruas desse enorme e rico país que é o Brasil, desde que a dívida pública continue sendo paga. Esse calote sim seria considerado um “país quebrado”, não sua população na miséria. Porque para os países imperialistas, com seus banqueiros e empresários que lucram diretamente com a dívida pública do Brasil, o mais importante é que esse valor seja pago religiosamente e seus lucros garantidos.

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O otimismo de Alckmin, então, é apoiar-se em 12 anos de experiência no comando do estado mais rico do país, onde governou com a tropa de choque e os empresários avançando em privatizações das empresas públicas, demissões em massa e rebaixamento de salário do funcionalismo público. Fazendo grandes negócios com a mídia em favor de sua imagem, com empresários da saúde para o financiamento de campanhas políticas. Além de beneficiar este setor criando o capitalismo sem risco onde as empresas privadas (organizações sociais de saúde) administram a verba pública com amplo benefício próprio.

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No cenário de crise e forte pressão imperialista, qualquer candidato que se eleja implementará ataques. A menos que se contraponha a beneficiar a burguesia nacional e internacional e, para isso, será necessário deixar de pagar a dívida pública para garantir o investimento em saúde e educação, será necessário organizar as forças da classe trabalhadora desde os setores mais organizados que são controlados pela CUT, CTB e Força Sindical principalmente e que já demonstraram vacilação e traíram ao não organizar suas bases para impedir o impeachment, barrar a aprovação da reforma trabalhista e agora fazem um chamado de mobilização para o dia 10 onde abandonam a luta pela revogação integral da reforma trabalhista. E também organizar os trabalhadores precários unificando as fileiras operárias, homens e mulheres, negros e brancos, LGBT para impor o não pagamento da dívida pública e a nacionalização dos banczações e revogar todos os ataques.

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