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COREIA DO NORTE

China diz que tensão na Coreia do Norte chegou a um ’ponto de inflexão’

terça-feira 29 de agosto| Edição do dia

Foto divulgada pelo governo norte-coreano mostra modelo de míssil sendo testado pelo país

Após o disparo de um míssil pela Coreia do Norte que sobrevoou o norte do Japão, Pyongyang acusou nesta terça-feira (29) os Estados Unidos de conduzirem a península coreana a "um nível extremo de explosão".

De acordo com a Coreia do Norte, a "intenção hostil" dos EUA justifica as ações do país asiático que desafiam a comunidade internacional.

"Agora que os Estados Unidos declararam abertamente sua intenção hostil contra a Coreia do Norte, travando agressivos exercícios militares conjuntos apesar de repetidos avisos, meu país tem toda a razão em responder com duras contramedidas, como um exercício de seu direito de autodefesa", disse o embaixador da Coreia do Norte, Han Tae Song, à Conferência de Desarmamento da ONU.

Na noite desta segunda (de Brasília), a Coreia do Norte disparou projétil que atravessou a ilha japonesa de Hokkaido. O artefato se desfez em três pedaços antes de cair no mar.

Para o governo da China, a crise na península coreana chegou a um "ponto de inflexão". O país pediu moderação a todas as partes envolvidas no conflito e reiterou seu pedido por negociações de paz na região.

Segundo os chineses, as pressões e sanções contra Pyongyang "não podem resolver o problema".

O embaixador de desarmamento dos EUA, Robert Wood, por sua vez, disse que Washington ainda precisa fazer "análises adicionais" do míssil que atravessou Hokkaido, mas que o lançamento será tema de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta terça.

"É mais uma provocação da Coreia do Norte, elas parecem simplesmente continuar a acontecer. Essa é uma grande preocupação, claro, para o meu governo e para diversos outros governos", disse Wood.

A Rússia também demonstrou preocupação e pediu para Pyongyang evitar ações provocativas.

De acordo com o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, citado pela agência estatal RIA Novosti, os exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, iniciados na semana passada na península coreana, "tiveram um papel ao provocar Pyongyang para realizar um novo lançamento" de míssil.

Logo após o lançamento norte-coreano, o premiê japonês, Shinzo Abe, classificou o episódio de "uma ameaça grave sem precedentes". Ele cobrou das Nações Unidas que amplie os mecanismos de pressão sobre o ditador Kim Jong-un para que Pyongyang suspenda seu programa militar. Não foram registrados danos a navios ou qualquer outra estrutura japonesa.

O regime norte-coreano não comentou especificamente sobre o lançamento de mísseis, mas publicou uma mensagem desafiando os EUA no "Rodong Sinmun", seu jornal estatal.

"Os EUA precisam saber que nenhuma intimidação à República Democrática Popular da Coreia com sanções econômicas, ameaças militares e chantagens fará que a República Democrática Popular da Coreia retroceda do rumo que escolheu para si."

Informações da Associated Press




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