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China comemora 70 anos da República Popular com uma demonstração militar monumental

Com um chamado à unidade nacional, o presidente Xi Jinping procura se fortalecer no contexto dos confrontos em Hong Kong e da guerra comercial com os Estados Unidos, entre outros conflitos.

terça-feira 1º de outubro| Edição do dia

Foto: © AP Photo / Ng Han Guan

Em 1º de outubro de 1949, o Exército Vermelho entrou em Pequim sob a direção de Mao Tse Tung. Após 70 anos deste marco fundamental da República Popular da China, o atual presidente Xi Jinping encabeçará o que promete ser o maior desfile militar da história, além de uma manifestação civil envolvendo mais de 100.000 pessoas.

Este aniversário está pela guerra comercial com Washington, com os conflitos no Mar da China Meridional, com os protestos em Hong Kong e com as eleições que ocorrerão em Taiwan em janeiro de 2020. Nesse contexto, o regime chinês procura fortalecer Xi Jinping com uma demonstração militar impactante e um claro chamado à unidade em torno do Partido Comunista (PCC).

Em um discurso durante a recepção de gala no Grande Palácio do Povo, Xi pediu o reforço do "vínculo estreito" do povo chinês em torno do Partido Comunista, a fim de criar uma "força incomparável" que possa superar os desafios do país.

Ele também disse que eles continuarão implementando o princípio "um país, dois sistemas" em Hong Kong e Macau e que ambos continuarão desfrutando de um "alto grau de autonomia". Em relação a Taiwan, o presidente disse que a "reunificação completa da pátria é uma tendência incontrolável" e enfatizou que "ninguém, nem nenhuma força pode parar" esse processo.

Xi pediu para "levantar a bandeira da unidade" e "marchar juntos pelo Comitê Central" do partido, enquanto pedia "construir a grande unidade" de todos os grupos étnicos do país e "todos os chineses. "Dessa forma, criaremos uma força incomparável que levará o navio de renovação de nossa nação ao seu destino através das ondas", acrescentou.

Com números incomuns para uma parada militar, o presidente chinês proclamou que "a unidade é ferro e aço, a unidade é uma fonte de força". Segundo alguns analistas, a reforma do maior exército do mundo é uma realidade, e isso ocorre para aperfeiçoar o treinamento militar por meio de exercícios e manobras, para transferir mais cargos de oficiais para tropas que não possuem este grau e modernizar armas e equipamentos.




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