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CORONAVÍRUS

China bloqueia envio de respiradores para SP que já tem mais de 3 mil mortos por COVID-19

Não bastasse a política de descaso do governo estadual de São Paulo do milionário João Dória, que mantém a população sem testes e os trabalhadores da saúde sem EPIs, aeroportos chineses bloqueiam centenas de respiradores importados que viriam para o estado.

sábado 9 de maio| Edição do dia

Não bastasse a política de descaso do governo estadual de São Paulo do milionário João Dória, que mantém a população sem testes e os trabalhadores da saúde sem EPIs, parece que as regras alfandegárias dos estados capitalistas que são tão eficientes quando o assunto é o lucro dos grandes capitalistas como a Amazon, também não estão “colaborando” para que possa se realizar um enfrentamento digno do nome contra essa pandemia.

Nessa semana, vão chegar apenas 150 dos 500 respiradores previstos para chegarem no estado importados de uma empresa chinesa, numa compra de quase 3000 mil respiradores previstos para serem entregues em maio. Os demais respiradores foram bloqueados, ironicamente, pelas medidas alfandegarias que o governo chinês tomou como forma de combater o Coronavírus, mostrando toda irracionalidade do capitalismo.

O Estado de São Paulo estendeu a quarentena, que anteriormente datava para o dia 10 de maio, para o dia 31 de maio, nas semanas em que, provavelmente, a pandemia chega a seu pico no Estado. Mesmo antes do pico, a pandemia já soma 3 mil mortes em São Paulo, não sem situações escandalosas promovidas por parte do governo Dória, como quando anunciou, a semanas atrás, um esforço significativo para fazer covas, ao invés de centrar esforços na testagem massiva da população e na aquisição de respiradores. Na verdade, ao contrário disso, como também denunciamos, Dória mantém mais de 1 milhão de testes na gaveta, deixando a população, médicos e trabalhadores da saúde cegos, reféns da estrutura de um SUS que ele mesmo contribuiu para sucatear. Além, das escandalosas subnotificações de que seu governo pode “orgulhar-se” de ser um dos pioneiros.

Qualquer análise séria sobre a evolução da pandemia, poderia ter antecipado seus efeitos e realizado a compra dos suprimentos, assim como a implementação das medidas necessárias para combatê-la, especialmente por se tratar de um dos maiores estados da América Latina, com um orçamento que segundo o governo era de 1,2 bilhões de reais para enfrentar a pandemia. Mas refém da sua lógica capitalista, Dória acha mais “viável”, frente à ocupação quase total de leitos do estado (quase 90%), alugar os leitos ociosos do sistema privados do que estatizar e centralizar o sistema de privado de saúde junto ao SUS para alcançar uma eficiência maior dos recursos disponíveis e não sobrecarregar os trabalhadores da saúde. É claro que se essa centralização acontecesse não iríamos querer o Dória e sua ineficiência capitalista gerindo o SUS, mas sim a eficiência dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde que estão arriscando suas vidas na linha de frente da pandemia. Por isso, sobrou pro Dória mostrar serviço no combate a pandemia a compra de respiradores, inclusive previstos para chegar depois do auge da pandemia, ao preço “de mercado” (que custou quase metade do orçamento previsto ao combate da Pandemia e inclusive está sofrendo investigação do TCE) imposto pelas empresas dos grandes países do mundo, como a China.

Na outra ponta, devemos nos apoiar, não nesses exemplos de decadência dos agentes políticos do capitalismo, mas nos exemplos dos trabalhadores, como na Airbus onde os aeroviários da empresa francesa se negaram a trabalhar para atender aos interesses econômicos dos patrões e colocar suas vidas em risco, mas se colocaram à disposição para voltar imediatamente ao trabalho desde de que para reconverter a produção e produzir insumos necessários para o combate a pandemia, tais como máscaras, leitos e respiradores e salvar vidas.




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