ELEIÇÕES 2018

Chefe das relações do Brasil com os EUA declara apoio às propostas escravistas de Bolsonaro

Ernesto Araújo é chefe do departamento de Estados Unidos, Canará, e Assuntos Interamericanos do Ministério das Relações Exteriores. Embaixador do Itamaraty responsável pela relação com o país yankee. Em seu blog pessoal, um grande entusiasta do reacionarismo de Bolsonaro.

terça-feira 2 de outubro| Edição do dia

Albery Santini / Folhapress

"Quem é liberal e não está com Bolsonaro é porque não se importa com a liberdade". A contragosto das suas opiniões, o ex-militar é entusiasta da ditadura militar, dos seus métodos de tortura. Seu vice propõe teses com a possibilidade de "auto-golpe" e que uma nova Constituição seja feita de maneira ainda mais controlada do que a que teve origem em 1988.

Já o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, aí sim um ultraliberal, tampouco é algum exemplo quando tem em sua lista de propostas econômicas medidas escravistas contra os trabalhadores. Além de propor maior cobrança impostos aos mais pobres, propõe privatização de absolutamente tudo, além de uma Reforma da Previdência ainda mais nefasta do que a de Temer.

Chamou o PT de Partido Terrorista, não sem completar com uma dose de anticomunismo, acusando Haddad de querer "tomar o poder" para tornar o Brasil uma Venezuela. A velha ladainha anticomunista sem razão de ser, ainda mais com o PT oferecendo um pacto com os golpistas e pedindo a benção de seu pacto ao mercado, prometendo aprovar uma reforma da Previdência. Uma proposta de ajustes capitalistas duros contra a classe trabalhadora.

O fato de um Diplomata Embaixador que cuida das relações entre Brasil e Estados Unidos estar abertamente fazendo campanha pró-Bolsonaro revela a aproximações entre o programa que o candidato reacionário defende e os interesses do capital financeiro, e que tem um ponto específico em comum: descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.

Seu posicionamento perante o cenário eleitoral se deu pouco antes de Donald Trump, presidente americano, reclamar da dificuldade de realizar negócios com Brasil, preocupado com os acordos com a China, na cabeça careca do chefe imperialista, desse embaixador, e de Bolsonaro, um país comunista.

Um país que já se coloca suficientemente de joelhos perante o imperialismo, que paga anualmente trilhões na dívida pública a seus grandes bancos - mesmo o PT, que em seus anos de governo gastou 13 trilhões de reais com essa fraude -, vende a preço de banana bacias inteiras de pré-sal, assim como a tecnologia e empregos da Embraer.

A declaração desse a gente do governo Temer ligado ao governo Trump revela a ligação intrínseca entre o projeto de governo golpista de Temer com Bolsonaro e sua ânsia de aprofundar os ajustes contra a classe trabalhadora.




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