Política

Chanceler de Bolsonaro promete expurgo no Itamaraty contra ’pautas abortistas’ e ’anticristãs’

Ernesto Araújo, que ocupará o cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo Bolsonaro, em recente artigo mirou sua delirante verborragia contra o próprio Itamaraty prometendo combater dentro dele o ''alarmismo climático'' e ''pautas abortistas e anticristã em foros multilaterais''.

terça-feira 27 de novembro| Edição do dia

Dentre as nomeações de Bolsonaro para seus ministérios, talvez a mais chocante até agora, tenha sido a do delirante diplomata Ernesto Araújo. Em um artigo publicado na segunda-feira (26) no jornal Gazeta do Povo, ele escreveu como pretende levar adiante a sua missão de ’’libertar o Itamaraty’’, ao ’combater políticas’ no próprio Ministério das Relações Exteriores que ’’compactuam’’ com o que classifica como ’’alarmismo climático’’ e ’’pautas abortistas e anticristã em foros multilaterais’’.

Além disso, para poder agradar a Trump e setores do imperialismo que não possui nenhum interesse em dar uma vida digna pra milhares de pessoas que saem de seus países para procurar uma vida melhor, ele também disse que vai combater a ’’destruição da identidade dos povos por meio da imigração ilimitada’’.

Não satisfeito com nível de reacionarismo que chega a beira do ridículo, o futuro chanceler afirma que quer extirpar das relações internacionais brasileiras a ’’ideologia do PT’’, que segundo ele nada mais é do que o ’’marxismo cultural’’. De um lado, o reacionarismo do futuro ministro mostra o medo das ideias revolucionarias, mas também apenas reafirma o seu interesse em submeter o Brasil ainda mais aos interesses dos Estados Unidos do que já vinha fazendo o PT, conforme mostra a visita do deputado e filho de Bolsonaro, Eduardo, aos EUA em que colocou o Itamaraty e Sergio Moro a disposição do governo americano para perseguir Venezuela e Cuba.

Não satisfeito com tanto absurdo, Araújo disse que vai combater ’’o terceiro mundismo automático e outros arranjos falsamente hegemônicos’’, a ’’transferência brutal de poder econômico em favor de países não democráticos e marxistas’’.

Ele termina dizendo que defende uma política que traduza a ’’sagrada voz do povo’’, compreendida por ele na voz do Bolsonaro, quando na verdade seu programa de governo representa apenas ataques a classe trabalhadora. E para legitimar a política nefasta contra os trabalhadores, Araújo afirmou que ’’Alguns jornalistas estão escandalizados, alguns colegas diplomatas estão revoltados. Revoltados pôr que? Porque pela primeira vez terão de olhar o seu próprio povo na cara e escutar a sua voz’’.




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