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FRANÇA

Chambéry. Um início da convergência de luta entre estudantes, militantes dos sindicatos e coletes amarelos

Neste sábado, 1o de dezembro, as ruas da cidade de Chambéry na França foram o palco de uma manifestação unitária que reuniu as forças políticas e sindicais, bem como, os coletes amarelos. Foram apontadas perspectivas para o a continuidade do movimento que cresce frente à Macron e seu governo.

domingo 2 de dezembro| Edição do dia

Créditos da foto : foto Le DL/ JFC

Convocado pelo coletivo 3A (Alternativa a Austeridade), o responsável local pelo chamado nacional da CGT às manifestações, foi um ato dinâmico animado por várias consignas que apareceram nas ruas de Chambéry neste sábado dia primeiro. Do lado das forças sindicais, estiveram presentes diversas seções da CGT e alguns militantes ferroviários da Sud Rail; como forças políticas se destacaram as bandeiras do NPA, o PCF, France Insoumise [1] e Attac [2]. A novidade nestas últimas semanas, foi a presença de manifestantes que usavam o agora célebre “colete amarelo”, mostrando sinais de uma convergência de lutas necessária e que precisa se aprofundar ainda mais.

Outros “coletes amarelos” haviam decidido bloquear a partir das 8h30 o acesso ao centro comercial Chamnord e de erguer barreiras de pedágio para uma operação “pedágio gratuito”, se inscrevendo em múltiplas ações que ocorreram neste sábado nas cidades de Savoie e Haute-Savoie – em torno de Chambéry, em Aix-les-Bains, Aiton, Alberville, Saint- Michel-de-Maurienne e Sainte-Hélène-sur-Isère onde segundo Dauphiné Libéré, a participação se fortaleceu muito neste terceiro dia de jornada de mobilizações. Em Moûtiers, os coletes amarelos convergiram com o coletivo de apoio ao hospital sob ameaça de fechamento.

Em toda a França, enquanto o governo continua a ignorar totalmente as reivindicações, o movimento não mostra sinais de enfraquecimento. E se constrói a convergência entre as diversas forças organizadas: em Paris houve um longo cortejo organizado pelos coletes amarelos, os ferroviários do coletivo “intergare” (surgido na luta da SNCF na última primavera na França), os comitês “Verdade e Justiça por Adama”, “Ação antifacista Paris Banlieues” e “Banlieues respect”, assim como, estudantes de várias universidades que começam a se mobilizar contra a alta nas taxas de inscrição.

Em Chambéry, todas as forças do movimento em curso foram convidadas para se reunirem numa mesma mesa de negociação nesta quarta 5 de dezembro às 18h na casa dos sindicatos, para determinarem quais serão os próximos passos neste dia.




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