Gênero e sexualidade

CAMPINAS

Cerca de 1,5 mil pessoas tomam as ruas de Campinas nesse 8M

sexta-feira 8 de março| Edição do dia

Na noite dessa sexta, o Largo do Rosário foi tomado na cidade de Campinas em ato pelo dia internacional da mulher. Nesse momento, a manifestação passa pelas principais ruas e avenidas do centro da cidade.

Motivos para lutar nesse dia não faltam: Bolsonaro deixou claro desde a campanha que o machismo seria sua marca registrada. Seu discurso de ódio incentivou o avanço da violência contra as mulheres, como temos visto nos feminicídios nesse começo de ano. Campinas não está fora dessa brutalidade: foi o que vimos no assassinato de Quelly da Silva, travesti assassinada com cacos de vidro que teve o coração arrancado, e no assassinato de Nice Vieira , queimada viva em seu trabalho pelo ex-marido. Mais uma vez, somos obrigadas a gritar bem alto em Campinas diante de feminicídios: nem uma a menos!

Esse governo, com o apoio de Dória e Jonas, também prepara um ataque histórico ao conjunto dos trabalhadores, em particular às mulheres: uma reforma da previdência que busca favorecer os banqueiros e arrebentar com a vida das trabalhadoras, afetando em particular às mulheres, como é o caso das professoras. É preciso fazer como as mulheres francesas e seus coletes amarelos que paralisaram o país.

Hoje o Pão e Rosas, junto a outros grupos feministas e centenas de mulheres, tomou às ruas da cidade contra Bolsonaro e sua reforma da previdência, assim como para lembrar a memória de Marielle e exigir justiça diante da impunidade de seus assassinos.

Assista abaixo a fala de Lívia Tonelli, professora da rede pública estadual e integrante do grupo Pão e Rosas, presente no ato.




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